Dolphin e Dolphin Mini sobem 22 posições no ranking e provam: elétrico deixou de ser nicho

Dolphin Mini, Dolhin, EX2 e Spark: os primeiros elétricos da revolução (Guia do Carr/Divulgação)

Os números falam por si. Os dois carros que mais ganharam posições no ranking do primeiro semestre de 2026 são elétricos: Dolphin e Dolphin Mini, ambos da BYD. Levantamento exclusivo do Guia do Carro, baseado nos dados oficiais da Fenabrave, mostra que a dupla de “golfinhos chineses” ganhou 22 posições cada, em relação ao primeiro semestre de 2025.

Há um ano, o Dolphin Mini era apenas o 31º colocado no ranking com 13.200 vendas. O BYD Dolphin ocupava um discretíssimo 49º lugar com menos de 6.300 unidades. Ele disputava posição com o Citroën C3. Agora, no acumulado de janeiro a junho, o Dolphin Mini ocupa o 9º lugar com 35.700 vendas e o Dolphin subiu para 27º com 18.000 emplacamentos. Uma rampa de 22 posições para cada um — e com o Dolphin Mini batendo carros tradicionais para liderar o varejo. O C3 a combustão, por sua vez, está empacado em 53º lugar.

Esses números impressionantes provam que o carro elétrico deixou de ser nicho no Brasil. Ao contrário da maioria das previsões, que indicavam toda a convergência para híbridos MHEV com etanol, a adesão em massa está ocorendo no segmento dos elétricos de entrada ou abaixo de R$ 200 mil. Veja o que aconteceu com as vendas dos elétricos puros.

Primeiro
Semestre
Dolphin
Mini
Dolphin
Rank 202531º49º
Rank 202627º
Vendas 202513.2136.284
Vendas 202635.66918.047
Diferença+22.456+11.763
Crescimento170,0%187,2%

São casos isolados? Tudo indica que não. Logo atrás deles — com menos tempo de mercado — vem o Geely EX2 com 14.800 vendas acumuladas e já com produção em CKD/SDK confirmada para o Brasil. Ele vai se juntar ao Chevrolet Spark EUV, que soma 3.800, mas está com um preço considerado alto para o que o carro oferece. A GAC também acabou de trazer um modelo para disputar espaço nesse segmento, o interessante Aion UT, que parte de R$ 140 mil.

Finalmente — e colocando mais um tempero nesse caldeirão dos elétricos puros — recentemente a MG já fez um evento no Ceará para anunciar a produção local do MG4 Urban, também elétrico, quer vai custar R$ 130 mil.

Por tudo isso, não é exagerro dizer que o BYD Dolphin Mini é o “Fusca” dos carros elétricos e terá papel didático no Brasil.  E isso acontece porque as duas maiores montadoras estabelecidas no país, a Fiat e a Volkswagen, desprezaram esse fenômeno. Nenhum carro tem conquistado tanto espaço nas grandes cidades como o BYD Dolphin Mini. Ele faz nos anos 2020 o que já fizeram o Volkswagen Fusca (1950 a 1990) e o Fiat Uno Mille (1990 a 2000).

Segundo a Anfavea, na corrida de emplacamentos das novas tecnologia os carros elétricos estão em vantagem este ano, com 90.730 vendas acumuladas. Em seguida vêm os híbridos não plugáveis (HEV e MHEV) com 78.322 unidades, logo à frente dos híbridos plug-ins, que somam 78.322 vendas.


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