Seleção Brasileira dos carros: Corolla Hybrid é o craque e Tera é a estrela

Corolla Hybrid, Tera, Boreal e Toro teriam lugar na Seleção Brasileira (GuiadoCarro/Divulgação)

Carlo Ancelotti acaba de enviar à Fifa uma lista de 55 jogadores brasileiros aptos a disputar a Copa do Mundo. Então façamos um exercício: escalar a Seleção Brasileira dos carros, como se cada automóvel fosse um jogador de futebol. Será que teríamos uma boa seleção para enfrentar China, Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul e seleções da Europa? E quem seria o técnico? A ver.

O goleiro teria que ser um carro alto, com grande comprimento, seguro e ágil. Para essa posição, a melhor opção seria o Jeep Commander, pois ele é grande, rápido, ágil e confiável.

Picapes Toro e Rampage, ágeis, nas laterais

Nas duas laterais precisamos de dois modelos rápidos e versáteis, que sejam ao mesmo tempo fortes, leves e com muito fôlego. Escolha difícil, pois descartamos todos os hatches (são lentos) e SUVs médios (pesados).

Então aqui o time da Stellantis fornece mais dois selecionáveis – e são duas picapes médias com carroceria monobloco: Fiat Toro e Ram Rampage, ambas com o motor 2.2 turbo.

Na zaga, a Seleção Brasileira precisa de dois modelos fortes e grandes, que imponham respeito e não se intimidem com nada. De novo, duas picapes, só que maiores e muito rápidas. Volkswagen Amarok e Ford Ranger seriam a dupla ideal, mas elas são argentinas. Hilux idem.

Uma opção seria montar a zaga com a dupla brasileira da Chevrolet: a picape S10 e o SUV Trailblazer. São fortes e entrosados, sempre jogaram juntos. Mas, por outro lado, já estão velhos e meio cansados.

Melhor buscar dois SUVs médios ou grandes que a torcida gosta: então aqui os favoritos são o BMW X3 e o Chery Tiggo 8. O X3 jogou muito tempo na Alemanha, tem um futebol sofisticado como Bellini, capitão na Copa de 1958. E o Tiggo 8 também traz uma enorme experiência da China, que é uma das melhores seleções do mundo, além de ter se adaptado perfeitamente ao Brasil desde que virou referência da Caoa.

Toyota Corolla Hybrid é o craque e ídolo da torcida

No meio-campo defensivo é preciso combinar um modelo forte e robusto e um mais leve e ágil. Na frente da zaga fica o Renault Boreal, uma revelação, que desbancou antigas estrelas como Jeep Compass e Toyota Corolla Cross na visão dos comentaristas.

Ao lado ele precisamos de um modelo tipo “formiguinha”, pau-pra-toda-obra, o carregador de piano do time, que tem fôlego e juventude para estar em todos os lugares do campo. E a melhor opção é o Volkswagen Polo Track, que tem um estilo voluntarioso, que lembra muito um ex-ídolo da torcida brasileira, o Gol, que também era do time da Volkswagen.

Para o meio-campo ofensivo é preciso escalar carros ágeis, inteligentes, modernos, que representam uma visão ampla e moderna. Se possível aqui está o craque do time ou o ídolo da torcida. Um pelo meio, que possa estar em todos os lugares, e dois pelos lados, fazendo também o papel de pontas.

Pelo meio escalamos o Toyota Corolla Hybrid, ídolo da torcida, econômico, versátil e extremamente confiável. Um craque. Ao seu lado a brilhante dupla de SUVs compactos da Volkswagen: T-Cross Highline de um lado e o Nivus GTS de outro – ambos com o ótimo motor 250 TSI.

Restou a vaga de atacante. É aqui que entra a estrela do time, jovem, atrevido, capaz de surpreender e totalmente entrosado com os dois meias atacantes: Volkswagen Tera.

Ciro, Zola e Ariel, os CEOs candidatos a técnico

Quem seria o técnico dessa Seleção Brasileira dos Carros? Alguns nomes despontam, com diferentes visões:

Ciro Possobom, CEO da Volkswagen, que fez o trio Polo Track, T-Cross e Nivus brilhar e revelou o Tera. Favorito para o cargo.

Herlander Zola, CEO da Stellantis, que tem muito conhecimento do jogo brasileiro e foi recentemente promovido. Também se comunica muito bem, é pragmático e jovem.

Ariel Montenegro, CEO da Renault Geely. Estrela ascendente do segmento, traz uma visão internacional, muito dinamismo e a malícia da Argentina. Mas isso também incomoda a torcida: é um argentino à frente do time do Brasil.

Os dois técnicos brasileiros são considerados muito defensivos quando enfrentam times que tem NEVs (elétricos e híbridos plug-in). Para alguns comentaristas, parecem ter apreço exagerado pelo velho futebol com etanol — uma fórmula que funcionou durante pouco tempo no século passado e nunca conquistou mais de 30% da torcida. Já o argentino se expõe maís, ataca mais, talvez porque tenha menos perder do que seus colegas brasileiros.

Mas faz tempo que o Brasil não joga “bonito” como antes, tempos do Fusca e da Kombi (Pelé e Garrincha), do Opala (Rivelino) e do Brasília (Clodoaldo), entre o final dos anos 50 e início dos 70 (Copas de 1958 a 1974).

Por tudo isso, e também por estar em alta com a imprensa, o cargo de técnico fica com Ciro Possobom, devido ao incrível entrosamento que conseguiu com Polo, T-Cross, Nivus e Tera. É meio caminho andado para a seleção funcionar.

Será que essa seleção de carros do Brasil teria chance contra a seleção da Alemanha, do Japão, da China, da França, da Itália, da Inglaterra, da Coreia, da Índia, da Tailândia, dos Estados Unidos ou mesmo da Argentina e do México?


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