Avaliação: GWM Haval H6 PHEV35 muda para agradar brasileiros e fica muito melhor
O GWM Haval H6 PHEV35 ficou mais bem ajustado na direção e na suspensão depois que a montadora chinesa aprimorou a dirigibilidade para o gosto majoritário dos motoristas brasileiros. Hoje o imponente SUV híbrido plug-in tem um comportamento direcional muito mais previsível do que tinha quando chegou ao Brasil.
Rodamos durante uma semana com o GWM Haval H6 PHEV35, sigla que identifica a enorme capacidade da bateria: 35 kWh, o que é muita energia para um carro híbrido. Com 393 cv de potência combinada, autonomia elétrica de até 170 km e preço de R$ 288 mil, o SUV híbrido plug-in ocupa uma posição muito competitiva no mercado brasileiro.
Embora a GWM não use o termo “Super Híbrido” para se referir a ele, como as rivais BYD, Omoda Jaecoo e Geely, sua tecnologia também utiliza o motor a combustão para recarregar a bateria. O resultado é um alcance real além dos 1.000 km. Em 2024, o GWM Haval H6 ganhou o Prêmio Trend Car em duas categorias.
Este é o maior SUV da linha Haval H6. E o mais pesado também, com 2.070 kg. Afinal, além da bateria e da transmissão, o Powertrain tem ainda três motores. Justamente devido ao peso, é importante que o motorista não deixe a bateria “zerar”, pois isso piora o desempenho e aumenta o consumo de combustível.
393 cv de potência combinada
O motor a combustão ainda dá as cartas. Com 1,5 litro de cilindrada e turbocompressor, ele tem 150 cv de potência e 230 Nm de torque. Sozinho, não faz milagre. Mas ele trabalha junto com um motor elétrico dianteiro de 130 kW/177 cv e 300 Nm. Há ainda um motor elétrico traseiro de 135 kW/184 cv e 232 Nm. A potência combinada é de 380 kW/393 cv e o torque combinado chega a 772 Nm.
A tecnologia Hi4 (Hybrid Intelligent 4WD) da GWM combina motor a combustão e dois motores elétricos para oferecer tração integral inteligente, com desempenho elevado e baixo consumo. Na prática, trata-se de um sistema que administra automaticamente a força entre os dois eixos e ajuda o H6 a lidar melhor com o peso elevado e a entrega brutal de torque.
É na estrada que o GWM Haval H6 PHEV entrega todo seu potencial. O carro é bem alto, bastante seguro, roda macio sem as antigas oscilações direcionais e tem potência de sobra para ultrapassagens rápidas. Ele acelera de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos e atinge 180 km/h de velocidade máxima.
O conforto na cabine é total, com amplo espaço, bancos aconchegantes, ótima visibilidade externa e todos os itens necessários para uma viagem agradável, como ar-condicionado digital de duas zonas, ajustes elétricos dos bancos, teto solar panorâmico e multimídia de 14,6”. Em outros tempos, um carro desse no Brasil custaria o dobro do preço.

Equipado com ADAS de nível 2+, incluindo controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa, frenagem autônoma de emergência e monitoramento de ponto cego, o GWM Haval H6 PHEV tem um pacote robusto de assistência ao motorista, enquanto os ocupantes contam com 6 airbags para ajudar na proteção.
O motorista é abastecido com um painel de instrumentos de 10,25 polegadas bastante competente e pode ajustar o carro para ser mais ou menos intrusivo na condução nas questões de segurança.
560 litros para bagagens e estepe temporário
Bonito por fora, com um design frontal bem impactante, rodas grandes com pneus 235/55 R19, linha de cintura elevada e a traseira clássica dos grandes SUVs, com lanternas de LED, o GWM Haval H6 PHEV carrega cinco pessoas e tem 560 litros disponíveis no porta-malas. O estepe é temporário e fica alojado sob o assoalho do bagageiro.
Pelo porte, o GWM Haval H6 não é concorrente direto de nenhum SUV da categoria C (médio), como Jeep Compass, Toyota Corolla Cross ou Volkswagen Taos. Porém, roubou muitos clientes deles devido ao preço. A comparação com o Jeep Commander, da categoria D-SUV, é mais aceitável, embora o modelo Stellantis tenha 7 lugares e o GWM tenha 5.
Na prática, o GWM Haval H6 PHEV35 (R$ 288.000) deve ser comparado com o Caoa Chery Tiggo 8 Pro PHEV (R$ 269.990) e o BYD Song Plus Premium DM-i (R$ 299.800). Quanto ao Leapmotor C10 REEV (R$ 219.990), seu real competidorr é o Haval H6 PHEV19 (R$ 248.000).
Ele também se insinua perante carros de marcas premium, como o Audi Q5 TFSIe (R$ 513.990), o BMW X3 xDrive30e (R$ 515.950), o Mercedes-Benz GLC 300e (R$ 527.900), o Lexus NX450h+ (R$ 457.990) e o Volvo XC60 Recharge T8 (R$ 459.950). Mas tudo isso já cabe em alguma reportagem de comparativo do Guia do Carro.

O “ponto fraco” do GWM Haval H6 PHEV35 é o uso na cidade. Ainda que ele tenha a vantagem de rodar 170 km somente no modo elétrico, o que é uma bênção para a atmosfera das grandes cidades, ele nos pareceu pesado para a correria urbana. Ele dá conta do recado, sem dúvida, mas não é exatamente prático como modelos bem mais leves – entre os quais o Haval H6 HEV2 (R$ 223.000 e 1.700 kg), da própria GWM.
Veredicto do Guia do Carro
Hoje o GWM Haval H6 PHEV35 é um carro que entrega tecnologia, status, alcance, conforto e versatilidade por menos de R$ 300 mil, enquanto um Audi Q3, menor e a combustão, custa R$ 100 mil a mais. Dependendo do uso, o SUV chinês pode ser o veículo perfeito para quem deseja combinar baixo custo de combustível com grande autonomia. E a marca já está bem estabelecida no Brasil, ocupando posições excepcionais em várias pesquisas de pós-venda, o que dá tranquilidade ao consumidor.
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