Orgulho no Brasil, Polo, T-Cross e Nivus vão morrer na Europa

Volkswagen Polo europeu: o adeus a uma lenda?

Uma notícia não confirmada caiu como bomba esta semana: a Volkswagen pretende matar na Europa os três carros compactos a combustão que são orgulho da operação brasileira atualmente: Polo, T-Cross e Nivus. O motivo é óbvio: a Volks vai investir numa nova família de carros elétricos.

O Volkswagen ID.2 seria o modelo que colocaria a marca no segmento de carros elétricos mais acessíveis, os compactos da categoria B (que têm pouco mais de 4 metros). A notícia não foi confirmada pela empresa, mas, de alguma forma, afetará a operação brasileira.

Segundo o site espanhol Motor.es, “os de Wolfsburg não pretendem matar nenhum desses três modelos indicados antes do tempo, então o ciclo de vida usual de 7 anos será mantido”. Na Europa, o Nivus foi batizado de Taigo.

Volkswagen T-Cross:  fim de linha em 2025?
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“Com esse fator na mesa, o Polo vai se despedir do mercado no final de 2024, o T-Cross no final de 2025 e o Taigo [Nivus] vai durar um pouco mais, até o final de 2027”, afirma o site. “Três de uma só vez que será substituído por um modelo elétrico de nova geração baseado na plataforma MEB+, cujos primeiros testes técnicos já começaram.”

De que forma isso afetará o Brasil? Os modelos produzidos no país deixarão de ter desenvolvimento na Europa. Portanto, vai aumentar o abismo entre os carros da Volkswagen na Alemanha e os carros da Volkswagen no Brasil. Isso ficará ainda mais forte se o lobby atual contra o mercado de carros elétricos, liderado pela Anfavea, Stellantis e a própria Volkswagen, vingar nos próximos meses. Elas querem o fim do imposto zero de importação para carros elétricos e algum tipo de incentivo para o desenvolvimento de carros híbridos com etanol.

 Volkswagen Taigo, o "nosso" Nivus: último a sair de linha
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De qualquer forma, no curto prazo, nada vai mudar para o Brasil; os carros continuarão sendo produzidos normalmente. Depois do Novo Polo, os próximos a ganharem facelifts serão o T-Cross e o Nivus. A partir daí, esses carros morrerão lentamente na Europa e vão depender somente do mercado brasileiro para continuarem existindo.

Há ainda um outro problema. Segundo o Motor.es, a Volkswagen alemã não pretende abandonar de vez o nome Polo, por considerar que ele é um patrimônio da marca. Nesse caso, se o nome Polo for reaproveitado num modelo 100% elétrico (como ocorrerá com Golf e Tiguan), haverá uma separação total entre o Polo europeu e o Polo brasileiro.

Volkswagen Polo 2023 perde potência, mas fica melhor
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