Nova Montana RS cumpre promessas, mas sem exageros na pista

Chevrolet Montana RS nos boxes do Festival Interlagos 2023

Quem ouve falar em Nova Montana RS pode, até de maneira imediata, remeter-se a um motor com elevada cavalaria e um torque com números raros, o que certamente acarretará em um desempenho invejável nas ruas e estradas. Praticamente um carro pensado para as pistas.

Para quem se encaixa neste quadro, as notícias não são boas. A versão “esportiva” da picape da Chevrolet não tem qualquer alteração sob o capô em relação às outras variantes da nova geração. Todas as mudanças aparecem na parte visual do modelo.

E o desempenho nas pistas mostra que se trata de um carro para ruas a estradas. E isso falamos depois de dirigir a Montana RS…na pista.

Foram duas voltas durante o Festival Interlagos, evento realizado no icônico autódromo paulistano. E a recomendação, assim que entramos na picape, foi: a velocidade máxima seria de 120 km/h. É questão de segurança em um terreno apropriado para arrancar o que os carros oferecem de melhor. A Montana RS estava em um local adequado, mas continuava a ser um carro urbano.

O motor é o mesmo 1.2 Turbo Flex, que entrega até 133 cavalos de potência e 210 Nm de torque. Quer dizer: a mesma configuração das outras versões.

Então quem iria garantir a segurança seriam a prudência e a suspensão da Montana RS. E esta foi responsável por uma grande colaboração. Trabalhando com rodas 17”, a picape realizou as curvas (mesmo as mais fechadas) com total tranquilidade e sem a menor possibilidade de o carro rodar.

Os pneus “seguraram” a Montana RS no chão, enquanto a suspensão manteve a direção do modelo.

Evidentemente, por mais que se tomasse cuidado com a velocidade, estabelecemos uma condução de pista, ou seja, acelerações fortes nas retomadas, visando rapidez no fim das retas.

Chevrolet Montana RS 2024
Chevrolet Montana RS 2024

Aí entrou um ponto curioso: mesmo tendo uma transmissão automática, a Nova Montana RS teve os giros elevados em 4.000 em rpm para poder retomar em boa velocidade. É algo que não deve acontecer em uma pista plana, onde é possível adquirir rapidez sem exigir giros altos.

As diferenças estéticas, essas sim, são visíveis. A picape tem grade frontal estilo colmeia com detalhes em preto brilhante, logomarca Chevrolet na cor preta, emblema RS na tampa traseira, rack de teto e santoantônio integrados, roda de alumínio com acabamento próprio e face usinada, retrovisores externos com capa na cor preta brilhante, volante, painel, bancos e encosto de braços com revestimento na cor preta com costura pespontada vermelha, além de molduras dos raios do volante, dutos de ventilação e do console central em preto brilhante.

Traz ainda também painel multimídia integrado MyLink com tela de 8", Android Auto e Apple CarPlay com projeção sem o uso de cabo e carregador por indução, chave inteligente, computador de bordo, além da caçamba Multi-Flex (com a tampa traseira que possui o recurso de alívio de peso na subia e descida).

O que se pode concluir é que a Montana RS é um carro urbano e, sim, entrega o que se propõe. Sem mais, nem menos. Não é para ser usado numa pista de corrida. Aliás, a própria GM nunca disse que se trata de uma picape esportiva, e sim com design esportivo.

Veja os principais detalhes estéticos do Chevrolet Montana RS
Veja os principais detalhes estéticos do Chevrolet Montana RS

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