Lecar reage: “Mataram a Gurgel e a Lecar não querem nem deixar nascer”
Em nota divulgada em suas redes sociais, a Lecar reagiu à notícias de que a empresa está sendo investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) por suspeita de criar uma prâmide financeira. A Lecar, do empresário Flávio Figueiredo Assis, divulgou o seguinte texto em suas redes sociais:
“Mataram a Gurgel e a Lecar não querem nem deixar nascer.
A Lecar esclarece que nenhum de seus clientes alegou prejuízo ou dano decorrente dos fatos relatados na matéria e reitera ainda, e que atua em estrita conformidade com a legislação vigente, adotando rigorosos padrões de governança, transparência e controle.
A Lecar esclarece que não foi notificada, acionada ou contatada pelo Ministério Público Federal em São Paulo ou pela Receita Federal. Reiteramos que não há irregularidades em nossas operações. Estamos e continuaremos à disposição das autoridades e do público em geral para qualquer dúvida ou esclarecimento.
No que diz respeito à alegada “nota técnica” mencionada, a Lecar informa que desconhece a sua existência, origem ou conteúdo, não tendo recebido qualquer comunicação oficial ou extraoficial a esse respeito.
A Lecar não compactua com a divulgação de informações imprecisas ou não verificadas e se resguarda o direito de adotar as medidas cabíveis para a proteção de sua reputação e de seus interesses institucionais.”
De acordo com o site Metrópolis, a procuradora da República Lisiane Cristina Braecher, do MPF de São Paulo, solicitou informações ao Ministério da Fazenda e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre possíveis investigações envolvendo a empresa.
Lecar esteve no último Salão do Automóvel
A Lecar esteve presente no último Salão do Automóvel de São Paulo, que aconteceu em 2025. Desde meados de 2023, a empresa, que se apresenta como uma montadora brasileira de carros híbridos e elétricos, anuncia os planos de produzir e vender carros no país. Atualmente, a marca exibe os modelos 459 Híbrido, a picape Campo e o SUV Tático em seu site oficial.

Na modalidade de “compra antecipada”, o cliente assumiria um plano de pagamentos em 48, 60 ou 72 meses, sem juros. Em contrapartida, ele receberia o carro na metade do prazo previsto para o público geral.
Apesar de já permitir a aquisição antecipada dos modelos e prometer o início da produção para agosto de 2027 – e não mais em meados de 2026 conforme anunciado no Salão do Automóvel, a Lecar ainda não exibiu protótipos funcionais dos veículos. Inicialmente, os planos da empresa eram de trazer veículos prontos da China, com posterior fabricação em Sooretama (ES).

O Ministério da Fazenda indicou que a empresa possui “forte indicativo de conduta potencialmente fraudulenta” no negócio, com características típicas de esquemas de pirâmide financeira. Dentre os destaques, estão a taxa de adesão, na a empresa exige pagamento para que o participante possa atuar como revendedor (pagar para trabalhar).
Outras características seriam a promessa sem produto, com venda de entrega futura sem que haja um produto validado; gatilhos psicológicos com o uso de estratégias de urgência e escassez para pressionar novas adesões; e a dependência de novos membros para o fluxo de caixa da empresa.
Descubra mais sobre Guia do Carro
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
