GAC GS3 anda bem, mas ruído alto pode atrapalhar sua estreia
Com investimento previsto de US$ 1,3 bilhão (R$ 6,8 bilhões) até 2030, a GAC vai consolidar uma operação industrial no país, após acerto com a HPE. Este grupo brasileiro tem unidade fabril em Catalão (GO) desde 1998, de onde saíram mais de 600.000 unidades da Mitsubishi e mais recentemente da Suzuki. Após tratativas com a marca chinesa, o início da produção local está previsto para 2027 e possivelmente com motorização flex.
GS3, primeiro futuro modelo goiano, é um SUV médio-compacto com foco claro em desempenho e uso urbano. Seu estilo é exageradamente rebuscado com faróis quase escondidos de tão pequenos. Luzes de rodagem diurna de LED e de sinalização têm posição destacada. Na traseira, as lanternas também são “provocativas”, há um defletor no teto e a tampa do porta-malas fica perto demais ao para-choque. Nas laterais ainda mais vincos, porém as rodas impressionam bem.
Motor a gasolina 1,5 L turbo de 177 cv e 25,5 kgf·m de torque garante respostas rápidas e boas retomadas, até algo acima da média entre os concorrentes diretos como Compass e Corolla Cross. Essa boa impressão ganha reforço no modo Sport. Câmbio de dupla embreagem e sete marchas apresenta demora para trocar marchas quando mais exigido. Direção tem grau de maciez correto. Suspensões, de acerto mais firme, não agradam em pisos irregulares com ruídos perceptíveis no interior.
Preços: R$ 139.990 a R$ 159.990.
