Tank 300 será o primeiro PHEV flex da GWM no Brasil
A GWM global oficializou, durante a abertura do Salão de Pequim 2026 (Auto China), uma estratégia que coloca o Brasil no centro de suas inovações mundiais com o anúncio do Tank 300, o primeiro veículo híbrido plug-in flex fuel a etanol da marca.
Este movimento faz parte da filosofia GWM One, ou Guiyuan, que busca o retorno à essência da mobilidade com foco em segurança e tecnologia de ponta.
Segundo Mu Feng, CEO da GWM, a escolha pelo desenvolvimento dessa tecnologia reflete uma adaptação rigorosa às demandas locais, afirmando que, “para o Brasil, desenvolvemos especialmente o primeiro veículo híbrido plug-in flex fuel a etanol do mundo, que será oficialmente lançado no País neste sábado”.
O executivo reforçou que a plataforma GWM One permite um veículo com múltiplas motorizações, garantindo que a tecnologia flex brasileira seja uma exclusividade estratégica dentro do portfólio global da marca.
O desenvolvimento do sistema híbrido flex demandou investimentos robustos e parcerias locais de peso. A GWM estima que aportou em torno de R$ 56 milhões para adaptar o hardware chinês à realidade do combustível brasileiro.
“O principal desafio foi moldar o hardware, porque a parte de combustão e a parte de corrosão são diferentes. Então, já precisamos fazer a parte de mudança no hardware e depois no software”, explicou Wu Huixiao, CTO da GWM.
Para viabilizar esse projeto, a fabricante uniu forças com a engenharia nacional. “Fizemos a parceria com a Bosch Brasil para poder acelerar esse desenvolvimento.” Só na parte da parceria desse projeto, foram pagos mais de R$ 14 milhões de reais à Bosch.
Embora o Tank 300 com motor 2.0 turbo seja sido o pioneiro dessa tecnologia, a marca confirmou que o motor 1.5 turbo flex já está no pipeline para futuros lançamentos, com o Haval H6.

Nova fábrica em Aracruz
A estratégia para o mercado brasileiro vai além da motorização e engloba uma expansão industrial ambiciosa com a futura fábrica no Espírito Santo, localizada em Aracruz. Esta unidade será mais robusta que a planta de Iracemápolis (SP), contando com processos de estamparia para suportar volumes maiores. “Ela vai ser uma fábrica mais completa do que a de Iracemápolis, com um volume maior, a estamparia já faz sentido”, afirmou Ricardo Bastos, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da GWM Brasil.
O terreno de 1,9 milhão de metros quadrados possui uma vantagem logística estratégica por estar a apenas 500 metros do porto, o que facilita o plano de transformar o Brasil em um hub de exportação para a América Latina e, futuramente, outros mercados globais.
A empresa também estuda a criação de um laboratório de pesquisa e desenvolvimento no Brasil para que os produtos locais possam atender a demandas internacionais.
Quanto ao posicionamento de mercado, a GWM mantém uma postura firme contra as práticas de descontos agressivos que têm marcado o setor.
O chairman Jack Wey enfatizou que a sustentabilidade do negócio está na valorização do produto e não no custo nominal. “Guerra de preço não é um modelo sustentável. Do ponto de vista da GWM, a gente nunca entra por guerra de preço de forma ativa porque isso faz mal para a companhia e não é bom para o consumidor”, declarou a liderança da montadora.
A competitividade no Brasil será baseada em valor agregado e multi-energia, oferecendo um portfólio que cobre diversas necessidades, desde o SUV compacto elétrico Ora 03 até soluções híbridas de alta performance e veículos comerciais eletrificados.
Além do Tank 300 híbrido plug-in flex, a GWM está estudando a viabilidade de trazer o SUV compacto Ora 5 para o mercado brasileiro em breve.
Descubra mais sobre Guia do Carro
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
