Mustang Mach-E puxa a fila dos elétricos da Ford na Europa
A Ford prevê que até 2022 os modelos elétricos representarão mais da metade da venda de carros de passeio na Europa, atingindo 1 milhão de unidades. É bastante coisa para uma tecnologia que só agora começa a despertar atenção dos consumidores. Por isso, escolheu o Mustang Mach-E – versão SUV elétrica de seu carro mais emblemático – para ser o seu cartão de visitas. O roadshow começa no Reino Unido, para marcar o contraste entre a tradição e o futuro, depois segue para os demais países, num roteiro de seis meses.
O evento “Go Electric” pretende introduzir todos os carros eletrificados da Ford no Velho Mundo. A Inglaterra é um dos países mais fortes para a marca. O plano da marca é oferecer 18 novos modelos híbridos e elétricos no mercado europeu, junto com opções de estações públicas e domésticas de recarga, até o final de 2021. O Mustang Mach-E europeu tem características específicas de ajustes de suspensão, direção, controle eletrônico de estabilidade e tração nas quatro rodas.

O SUV elétrico tem alcance de 600 km, quando equipado com bateria de longo alcance e tração traseira. Segundo a Ford, essa opção é escolhida por 85% dos clientes na pré-reserva do Mustang Mach-E. Ele pode rodar até 93 km com apenas 10 minutos de recarga em uma estação de 150 kW da Ionity, consórcio fundado pela própria Ford.
A Ford pretende oferecer uma versão elétrica em todas as suas linhas de veículos na Europa. Entre eles, estão o Puma (híbrido leve que usa uma bateria de 48 volts), o Mondeo Hybrid e a van Transit Custom híbrida plug-in, além do Mustang Mach-E, que é totalmente elétrico.
Uma pesquisa da Ford mostrou que três entre quatro pessoas desejam possuir um veículo elétrico algum dia. Mas, para 49% dos consumidores, a falta de estações de recarga é uma preocupação. Por isso, a empresa tem conversado com governos, indústrias e instituições para se unirem e expandir a infraestrutura pública de recarga. A própria Ford vai instalar 1.000 estações de recarga na Europa para uso de seus empregados, nos próximos três anos.

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