Importadoras da Abeifa crescem 14,8% no 1º semestre de 2021
Os veículos importados pelas 13 marcas filiadas à Abeifa tiveram 13.182 unidades vendidas no primeiro semestre do ano, um aumento de 14,8% em relação aos 11.483 emplacamentos de importados em igual período de 2020. Já a produção nacional das associadas à Abeifa acumula, no mesmo período, 21.308 unidades licenciadas contra 11.812 unidades dos primeiros seis meses do ano passado, uma alta de 80,4%.
No total, as 13 marcas filiadas à Abeifa venderam 34.490 veículos nos primeiros seis meses de 2021, entre unidades importadas e fabricadas no país. Esse resultado mostra um aumento de 48,1% ante o mesmo período de 2020, quando foram registrados 23.295 emplacamentos. “Podemos afirmar que os resultados obtidos por nossas associadas no primeiro semestre do ano foram marcantes, diante ainda do quadro de pandemia, dólar e euro elevados e falta de alguns modelos por conta do desabastecimento de componentes”, afirma João Henrique Oliveira, presidente da Abeifa.

Apesar da recente crise global de fornecimento de semicondutores, que que já têm reflexos na paralisação de várias fábricas no Brasil e no mundo, a Abeifa manteve a previsão de 68 mil unidades vendidas em 2021, sendo 38 mil produzidas no país. “Esperamos uma melhoria na questão de disponibilidade de componentes para o segundo semestre deste ano”, acrescentou João Oliveira. “Acreditamos em um segundo semestre muito bom para o mercado, ainda pressionado pela disponibilidade de produto, mas com menos pressão da alta volatilidade cambial e dos efeitos da pandemia”.

Durante uma entrevista coletiva, na qual mostrou o balanço de vendas no semestre, o presidente da Abeifa também destacou o crescimento da participação dos veículos importados eletrificados. Os modelos de marcas associadas à entidade já ultrapassam a 40% de participação do mercado interno brasileiro, com 5.556 emplacamentos no primeiro semestre do ano. Ao considerarmos somente os importados, as associadas da entidade respondem por 85,1% das vendas de elétricos e híbridos no país.

Outro ponto abordado na coletiva foi a redução de impostos. A Abeifa novamente reforçou o pleito ao governo federal pela redução da alíquota do imposto de importação dos atuais 35% para 20%, equivalente à TEC do Mercosul. Além disso, a entidade também reforçou a necessidade da manutenção dos carros eletrificados na lista de exceções à Tarifa Externa Comum (Letec), que reduz a alíquota do imposto de importação desses veículos. O atual acordo tem validade até o fim deste ano.

Segundo a Abeifa, com as 6.961 unidades licenciadas em junho (importados + produção nacional), a participação das associadas à entidade foi de apenas 4,1% do mercado total de automóveis e comerciais leves (169.589 unidades). Quanto aos carros importados, a participação da Abeifa foi de 1,56% do mercado interno brasileiro, com 2.654 unidades.
Nova categoria de associadas
Além do balanço de vendas do semestre, a coletiva da Abeifa também teve como destaque uma nova categoria de associadas. Composta inicialmente pelas empresas BRP, CFMoto e Polaris, a categoria de veículos recreativos fora-de-estrada passou a fazer parte dos quadros da entidade. Dentre os objetivos da nova categoria estão a regularização da categoria para viabilizar o uso dos veículos recreativos em vias públicas secundárias e turísticas, além de fomentar o desenvolvimento do setor e a economia do país.

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