Gol, Ka e Argo entram em guerra pelo consumidor racional
A procura por carros racionais aumentou na pandemia de coronavírus. Para evitar aglomerações em ônibus, trens e metrôs, muitas pessoas passaram a considerar mais a utilidade do que o status proporcionado por um automóvel. Por isso, modelos como o Volkswagen Gol, o Ford Ka e o Fiat Argo estão num bom momento de vendas. Ao iniciar a terceira semana de junho (dia 20), a disputa por consumidores é feroz, com as seguintes vendas: 2.219 para o Argo, 2.211 para o Ka e 2.169 para o Gol.
Nesse cenário de guerra mercadológica, o consumidor consegue vantagens. É possível encontrar descontos de R$ 4.300 no Argo e de R$ 2.990 no Ka. A Volkswagen tem deixado aberta aos consumidores a possibilidade de fazer uma oferta pelo Gol. A versão 1.0 custa R$ 52.860. Já o Gol 1.6 sai por R$ 59.210. A Volkswagen propõe a primeira parcela somente para 2021 e ainda deixa as seis primeiras mensalidades fixas em R$ 99.

Já o Ford Ka S 1.0, versão de entrada, que custa R$ 48.380, está saindo por R$ 45.390, um desconto de quase R$ 3 mil. Na Fiat, o Argo Trekking 1.3, que é um modelo bem interessante por ser mais alto e robusto, tem um desconto bem generoso. O preço sugerido é de R$ 62.790, mas é possível comprá-lo por R$ 58.490.
O mercado mudou e, no momento, as montadoras precisam dos consumidores para manter suas fábricas funcionando. Em junho, o Volkswagen venceu a batalha contra o Ford Ka e o Fiat Argo. As vendas foram as seguintes: 3.908 para o Gol, 3.403 para o Ka e 3.003 para o Argo. Em julho, a briga pelo consumidor está mais acirrada. Ainda não temos dados sobre o tipo de venda. Em junho, o Argo e o Ka ficaram em 3º e 4º lugares nas vendas de varejo (em concessionárias), mas o Gol foi apenas o 21º. Já nas vendas diretas, o Gol ficou em 3º, enquanto o Ka foi 18º e o Argo foi 30º. Isso explica por que a Volks prefere facilitar o pagamento do que dar descontos.

É interessante observar que nas primeiras três semanas de julho carros subcompactos, como o Fiat Mobi e o Renault Kwid, que têm um certo apelo de status perante a utilidade dos compactos, estão perdendo a corrida pelos consumidores. Até o dia 20 de julho, o Kwid tinha vendido apenas 1.635 unidades e o Mobi tinha emplacado 1.400. Todos os números desta reportagem têm como fonte os informes da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

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