60 carros chineses no Brasil: quanto vende cada modelo em 2026
Os carros chineses – ou de origem chinesa – avançam em várias frentes no Brasil. Só em 2026 o ranking dos 60 modelos mais vendidos soma 89.425 unidades. A liderança é ampla da BYD, mas a GWM e a CAOA formam um segundo pelotão muito forte. Além das marcas genuinamente chinesas, o mercado brasileiro reúne modelos de marcas europeias (Volvo e Renault) e americanas (Chevrolet e Ford).
No primeiro trimestre de 2026, os 10 modelos mais vendidos desse grupo foram BYD Dolphin Mini, GWM Haval H6, BYD Song Pro, CAOA Chery Tiggo 7, CAOA Chery Tiggo 5X, BYD Song Plus, BYD Dolphin, Omoda 5, CAOA Chery Tiggo 8 e BYD King. É visível que o mercado já não se resume aos elétricos compactos: há híbridos plug-in, SUVs médios, utilitários, picapes e até carros a combustão.
O Guia do Carro montou o ranking a seguir com dados fornecidos pela consultoria automotiva K. Lume. Praticamente todos esses carros já concorrem diretamente com modelos das marcas tradicionais, por isso chegaram a 14,8% do mercado em março. Veja depois do ranking a análise marca por marca.
Top 60 carros chineses no Brasil (Jan-Mar 2026)
- BYD Dolphin Mini – 14.767
- GWM Haval H6 – 8.504
- BYD Song Pro – 7.273
- CAOA Chery Tiggo 7 – 6.807
- CAOA Chery Tiggo 5X – 5.519
- BYD Song Plus – 5.285
- BYD Dolphin – 4.557
- Omoda 5 – 3.995
- CAOA Chery Tiggo 8 – 3.334
- BYD King – 3.021
- GWM Haval H9 – 2.724
- Ford Territory – 2.528
- Geely EX2 – 2.474
- BYD Yuan – 1.951
- GWM Tank 300 – 1.692
- Jaecoo 7 – 1.593
- GAC GS4 – 1.241
- Leapmotor C10 – 1.218
- GWM Poer P30 – 1.180
- Chevrolet Spark – 984
- GWM Ora 03 – 732
- Volvo EX30 – 723
- Chevrolet Captiva – 701
- GWM Haval H6 GT – 679
- Geely EX5 – 660
- Effa V21 – 637
- BYD Seal – 441
- GWM Wey 07 – 403
- Omoda 7 – 386
- Jetour T2 – 327
- GAC Aion V – 320
- MG 4 – 261
- MG S5 – 238
- BYD Shark – 232
- Renault E-Kwid – 203
- GAC Aion Y – 190
- Jetour T1 – 176
- Jetour S06 – 161
- Jinbei P Trucks – 133
- JAC Hunter – 130
- Effa V22 – 116
- Foton Tunland – 103
- Zeekr 7X – 101
- JAC E-JS1 – 78
- Zeekr X – 66
- Neta X 500 – 64
- BYD Tan – 60
- CAOA Chery Arrizo 6 – 58
- Leapmotor B10 – 57
- BYD Atto 8 – 56
- GAC Aion ES – 45
- GAC GS3 – 42
- CAOA Changan Uni-T – 40
- GAC Aion Hyptec HT – 31
- Effa V25 – 30
- Neta Aya – 29
- Zeekr 1 – 26
- MG Cyberster – 18
- Farizon SV – 15
- JAC E-JV – 10

Liderança incontestável da BYD
BYD – A BYD lidera com 37.643 unidades, o equivalente a 42,1% de todo o grupo. É uma vantagem enorme. O destaque absoluto é o Dolphin Mini, com 14.767 unidades e 10º lugar no ranking geral do mercado brasileiro. Depois vêm Song Pro (7.273), Song Plus (5.285), Dolphin (4.557) e King (3.021). É a marca mais completa entre as chinesas, porque vende muito tanto com elétricos quanto com híbridos plug-in. O Dolphin Mini e o Dolphin puxam a eletrificação pura; Song Pro, Song Plus e King sustentam o avanço dos PHEV; Yuan, Seal, Shark, Tan e Atto 8 ampliam a presença em nichos menores.
GWM e CAOA disputam o segundo pelotão
GWM – Somadas as linhas Haval, Ora, Tank, Poer e Wey, a GWM emplacou 15.914 unidades, com 17,8% de participação. O grande pilar é o Haval H6, com 8.504 unidades, seguido pelo Haval H9, com 2.724, e pelo Tank 300, com 1.692. A picape Poer P30 fez 1.180 unidades, o elétrico Ora 03 teve 732, o Haval H6 GT somou 679 e o Wey 07 ficou em 403. A marca tem volume principalmente em híbridos e híbridos plug-in, mas já começa a se espalhar no segmento diesel 4×4.
CAOA – Agora fabricando carros oriundos da Chery e da Changan, a montadora brasileira tem grande força nesse segmento. A CAOA Chery somou 15.718 unidades e ficou com 17,6% do grupo. É praticamente um empate técnico com a GWM. Os destaques são Tiggo 7 (6.807), Tiggo 5X (5.519) e Tiggo 8 (3.334), além do Arrizo 6, com 58. A força da marca vem de SUVs já conhecidos do consumidor brasileiro, com produção e operação local bem estruturadas. No caso da Chery, o peso está menos nos elétricos puros e mais em SUVs convencionais e eletrificados em faixas de preço competitivas. A CAOA Changan acabou de iniciar sua operação e aparece com 40 unidades do Uni-T, participação quase simbólica no trimestre, mas deve crescer rapidamente.
Grupo intermediário tem Omoda, Jaecoo, Geely e GAC
Omoda Jaecoo – A montadora chinesa somou 5.920 vendas com suas duas marcas. Omoda fez 4.381 unidades e alcançou 4,9% de participação. Quase todo o resultado vem do Omoda 5, com 3.995 unidades, enquanto o Omoda 7 registrou 386. É uma estreia forte, ainda mais porque a marca praticamente se sustenta em um único nome. O foco está em SUVs com apelo de design e posicionamento mais ousado. A Jaecoo emplacou 1.593 unidades, com 1,8% de participação. Todo o volume veio do Jaecoo 7, que já apareceu bem no trimestre. Para uma marca em início de operação, é um resultado relevante, sobretudo num segmento mais sofisticado.
Renault Geely – É uma das parcerias mais promissoras no Brasil, pela força dos dois grupos. A Geely vendeu 3.134 unidades e ficou com 3,5% do grupo. O EX2 respondeu pela maior parte do volume, com 2.474 unidades, enquanto o EX5 teve 660. Aqui o foco é claramente elétrico, com propostas mais acessíveis e urbanas. A Renault teve 203 unidades do Kwid E-Tech, com 0,2% de participação. A marca europeia produz o Kwid E-Tech como Dacia na China.
GAC – Somadas, as marcas GAC e Aion alcançaram 1.869 unidades, ou 2,1% de participação. O principal nome é o GAC GS4, com 1.241 unidades. Na linha Aion, o V fez 320, o Y ficou em 190, o ES em 45 e o Hyptec HT em 31. Ainda é um começo, mas já com presença em mais de um segmento. Vale lembrar que o GAC GS3, um SUV médio a combustão, acaba de estrear com preços a partir de R$ 129.990;
Montadoras tradicionais com carros chineses
Ford – A montadora americana entra nessa conta por causa do Territory, de origem chinesa. O modelo somou 2.528 unidades, o que dá 2,8% de participação dentro do grupo. É um volume importante e mostra como a produção chinesa já está incorporada à estratégia de marcas tradicionais.
Chevrolet – A GM rebatizou os carros de sua marca chinesa Wuling. Assim, a Chevrolet teve 1.685 unidades, ou 1,9% do total, com o Spark EUV em 984 e o Captiva EV em 701. Também é um caso de marca americana com produtos chineses ganhando espaço no Brasil.
Leapmotor – A marca do grupo Stellantis somou 1.275 unidades, com 1,4% de participação. O Leap C10 foi responsável por 1.218 unidades, em configurações BEV (elétrica) e REEV (híbrida com extensor de alcance) e o estreante Leap B10 teve 57. O volume ainda é pequeno, mas a força da Stellantis pode fazer a Leapmotor crescer rapidamente no país.
Volvo – Sob o guarda-chuva do grupo Geely, a Volvo aparece com 723 unidades do EX30, o que representa 0,8% do total. É uma marca europeia que se beneficia fortemente da base industrial chinesa.

MG – Também de origem europeia, a britânica MG teve 517 unidades e 0,6% de participação. O MG 4 fez 261, o S5 registrou 238 e o Cyberster apareceu com 18. É uma presença pequena, mas com portfólio claramente eletrificado.
As chinesas com pouco volume no Brasil
Jetour – A Jetour totalizou 664 unidades, com 0,7% de participação. O T2 liderou com 327, seguido por T1 com 176 e S06 com 161. É uma operação ainda inicial, mas já com três modelos aparecendo na lista.
Effa – A Effa emplacou 783 unidades, equivalentes a 0,9% do grupo. O V21 respondeu por 637 unidades, o V22 por 116 e o V25 por 30. É uma atuação mais concentrada em comerciais leves.
JAC – A JAC somou 218 unidades, com 0,2% do grupo. A picape Hunter fez 130, o pequeno E-JS1 teve 78 e o E-JV apenas 10. A marca já teve mais presença, mas hoje opera em escala reduzida.
Zeekr – Também pertencente à Geely, mas com operação independente no Brasil, a Zeekr alcançou 193 unidades, ou 0,2% de participação. O 7X teve 101, o X registrou 66 e o 1 ficou em 26. É uma marca de perfil mais premium e ainda em fase embrionária.
Foton, Neta, Jinbei e Farizon – A Foton emplacou 103 unidades da Tunland, com 0,1% de participação. A Neta teve 93 unidades, também com 0,1% de participação. O X 500 fez 64 e o Aya ficou em 29. A Jinbei teve 133 unidades do P Trucks, com 0,1% do grupo. E a Farizon registrou 15 unidades do SV, participação residual.
Conclusão do Guia do Carro
O ranking completo mostra que o carro chinês deixou de ser apenas “o carro de uma marca chinesa”. Hoje ele também chega ao mercado brasileiro por marcas americanas, europeias e até brasileira. Em outras palavras, a indústria chinesa já não é mais coadjuvante. Ela virou parte estrutural do mercado brasileiro.
Fontes: K. Lume e Guia do Carro
