Anfavea: acordo com União Europeia não afeta indústria automotiva
O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia não afetará imediatamente a indústria automotiva. A informação foi dada na noite de sexta-feira, 6, pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), por meio de nota oficial. Segundo a entidade que representa as montadoras tradicionais, haverá um período de redução tarifária de pelo menos 15 anos. Veja a nota completa abaixo.
"A Europa é um parceiro histórico do Brasil e do Mercosul. É preciso coragem para avançar em acordos que realmente tragam benefícios para todos os signatários, sem expor o Brasil a prejuízos em seu parque industrial, em especial ao ecossistema automotivo, tão importante para a inovação e a geração de mais de 1,2 milhão de empregos de alta qualidade no país."
"O acordo Mercosul – União Europeia, gestado há mais de duas décadas, estipula um período de redução tarifária de ao menos de 15 anos para a maioria dos veículos. Além disso, foram criadas salvaguardas aos investimentos no setor automotivo, acionáveis com base em parâmetros como nível de emprego, vendas, produção e ocupação da capacidade instalada. O mecanismo poderá suspender a redução das alíquotas, ou até mesmo retorná-las a 35%, por um período de 3 anos, renovável por mais 2 anos."
"Apoiamos acordos bilaterais e multilaterais que fomentem um ambiente de maior competitividade para a indústria nacional e que beneficiem todas as partes envolvidas. Este parece ser o caso deste acordo, com sua gradualidade que estimula a integração saudável entre os setores automotivos dos blocos europeu e sul-americano, de forma alinhada aos objetivos do Programa Mover, de neoindustrialização e promoção do desenvolvimento tecnológico, da competitividade global, da integração nas cadeias globais de valor e da descarbonização."
"Nos próximos dias o setor aprofundará em detalhes os termos do acordo para ter um julgamento mais apropriado sobre todos os seus impactos."
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