SUV “barato” virou febre no Brasil e muda o mercado
O Brasil entrou de vez na era do SUV “barato”. E isso já não é tendência. É realidade. SUV deixou (mesmo) de ser carro de luxo. Até poucos anos atrás, SUV era um carro caro. Hoje, o SUV virou carro de entrada. Não chegam a ser “baratos”, mas o discurso é esse. Modelos como Volkswagen Tera, Fiat Pulse e Citroën Basalt mudaram o jogo.
Há casos e casos entre CUVs e SUVs
Eles trouxeram o SUV para a faixa dos compactos. Talvez seja exagerado chamar alguns carros de SUVs. São, de fato, CUVs: Veiculos Crossovers Urbanos. Mas a comunicação das montadoras forçou a barra e o público engoliu.
E há casos que realmente são marcantes. O novo Honda WR-V, por exemplo, pode ser considerado “barato” por chegar abaixo de R$ 150 mil e uma lista de equipamentos moderna e rara nessa faixa de preço. Outro caso marcante é do novo Tiggo 5X, da Caoa Chery, que chegou com preços realmente baratos para seu padrão. Aliás, ao contrário dos citados anteriormente, WR-V e Tiggo 5X são SUVs.
É fato que o consumidor mudou de vez. O brasileiro passou a priorizar:
- posição mais alta ao dirigir
- sensação de segurança
- visual robusto
Resultado: hatch virou segunda opção. Os números confirmam. Entre os carros mais vendidos do país hoje, os SUVs já ocupam várias posições no topo.
Um Gol para chamar de seu? Não, um Tera
Modelos como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Chevrolet Tracker aparecem de forma consistente no ranking dos mais vendidos. Trata-se de um fenômeno estrutural e não pontual. Nos últimos dois ou três anos isso se intensificou.
Se no passado anos 1990, 2000 e 2010, todas as montadoras queriam ter “um Gol pra chamar de seu”, devido aos 27 anos se liderança do hatch da Volkswagen, hoje todas querem ter um Tera.
O hatch não morreu, mas virou outra coisa
O hatch tradicional está desaparecendo. A Fiat foi a primeira a perceber isso com o Pulse. Depois a Renault veio com o Kardian, mas sem muita força em volume. No ano passado a Volks quebrou a banca com o Tera.
Agora, a Chevrolet e a Fiat querem “um Tera pra chamar de seu. O da Chevrolet será o Onix Activ. O da Fiat será o Novo Argo. É um olho no hatch e dois no SUV. Tanto que a GM aposta altas fichas no “Chevrolet Sonic II — A Missão”.
No lugar dos antigos hatches, como VW Polo e Chevrolet Onix, surgem:
- crossover
- versões aventureira
- carros com “cara de SUV”
O próprio mercado está empurrando essa transformação. Portanto, isso que vai continuar. Há três forças claras mudando o jogo automotivo:
- maior margem para as montadora
- maior desejo do consumidor
- melhor posicionamento de mercado
É simnples: SUV vende mais. Eis o novo padrão do Brasil. Para as montadoras, a regra é: adapte-se ou morra.
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