Semana decisiva: cresce expectativa pelo novo carro popular

Peugeot 208 Like: à venda em promoção pelo preço do Renault Kwid

É agora ou nunca: esta semana será decisiva para a volta do carro popular. Não como nos anos 90, com veículos “pelados” e com preço inicial de US$ 7 mil. Desta vez há muito mais em jogo – inclusive uma certa má vontade por parte das montadoras. Há também o receio de que haja um retrocesso na qualidade dos automóveis.

Por isso, cresce a expectativa de alguns setores do meio automotivo sobre qual será o pacote milagroso que o governo vai lançar, a partir do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) para que os carros de entrada baixar dos atuais R$ 69 mil para, pelo menos, R$ 55 mil.

O objetivo do governo era baixar os preços dos carros de entrada – está combinado que o termo “carro popular” será banido dos discursos oficiais – para R$ 50 mil. Mas, estudos preliminares indicam que dificilmente cai abaixo de R$ 60 mil. Será uma enorme frustração. Por isso, fontes do setor indicam que o governo quer pelo menos chegar a R$ 55 mil.

Renault Kwid: um dos carros que poderiam ter o preço reduzido a R$ 55 mil
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Há um fenômeno que pode ajudar o governo nessa empreitada. Vários analistas consideram que o mercado automotivo viveu uma bolha de alta na pandemia e que os valores altos já não fazem mais sentido. Os consumidores fugiram. Por isso, pode estar havendo uma tendência global de queda nos preços dos automóveis. Não só dos veículos usados, mas também dos zero km.

No Brasil, há alguns movimentos pontuais de queda de preço, como foram as reduções de modelos da Toyota e da Caoa Chery. Mas a maioria continua preferindo as promoções. Foi assim, por exemplo, que a Stellantis passou a vender o Peugeot 208 a preço de Renault Kwid e Fiat Mobi (abaixo de R$ 70 mil).

Se um Peugeot 208 pode custar R$ 69.990, por que um Fiat Mobi, da mesma montadora, tem que partir de R$ 68.990? Pela diferença de produto e de categoria, o Mobi deveria custar bem menos. Por isso cresce a expectativa de que os valores dos carros de entrada realmente caiam de forma considerável.

Fiat Mobi Like: se o Peugeot 208 baixou de preço, ele também pode baixar
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À espera dessa boa notícia, as principais locadoras de veículos – que compram em lote, pelas vendas diretas – decidiram suspender as compras na segunda quinzena de maio até saberem o que será anunciado pelo governo na sede da Fiesp, dia 25, em São Paulo.

Uma coisa é certa: o governo vai querer uma contrapartida. O objetivo é reaquecer a economia e não deixar a população menos abonada sem o sonho do carro zero km. Por isso, o MDIC deve listar algumas lições de casa para quem aderir ao programa do novo carro popular.

Entre elas, ele deverá ser flex (o governo gostaria que fosse 100% a etanol), deverá ter o maior número possível de peças nacionais e as margens de lucro precisam ser reduzidas. O governo deve reduzir o IPI, utilizar parte do FGTS como garantia de pagamento, criar condições de financiamentos especiais por até 72 meses, incentivar o uso do etanol e solicitar aos Estados que baixem o ICMS.

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