Prepare seu bolso: preço dos combustíveis deve aumentar em breve
A partir de 1º de junho (quinta-feira), entra em vigor a nova política de preços da Petrobras, que inclui mudança no valor do ICMS sobre combustíveis e o fim da desoneração dos tributos federais (a partir de julho). Por conta disso, o consumidor deve se preparar para um inevitável aumento no preço cobrado pelos postos de combustíveis.
Vale explicar que, hoje, as alíquotas do ICMS são cobradas por cada Estado, que utilizam critérios próprios para defini-las, por isso, o imposto varia de 17% a 20%, de acordo com os números do Comsefaz (Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal).
A partir do dia 1º de junho o ICMS vai passar a ser fixo, sendo R$ 1,22 a cada litro de gasolina ou de etanol em todo o País. Segundo a Petrobras, a alíquota média cobrada atualmente é de 20,5%, o que corresponde a R$ 1,08 do preço médio da gasolina no País.
Fazendo uma conta rápida, a nova alíquota fixa vai representar um aumento de R$ 0,14 em relação à atual, e, calculando sobre o preço médio da gasolina na semana passada (R$ 5,26, de acordo com a Anip), o novo preço médio deve da gasolina saltar para R$ 5,40.
Especialistas em economia dizem que a redução de 12,6% no preço da gasolina cobrado nas refinarias – que entrou em vigor no dia 17 de maio – pode ser suficiente para compensar o novo custo do imposto estadual, mas não será suficiente para segurar os preços em julho.
Explicando: no dia 1º de julho está previsto o retorno da cobrança integral de impostos federais sobre gasolina e etanol, que foi zerada às vésperas da eleição de 2022 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e que foi mantida parcialmente pelo governo Lula, até o dia 30 de junho.
Assim, se a Petrobras pode segurar o preço dos combustíveis, mesmo com a nova alíquota fixa do ICMS em junho, o consumidor deve ficar atento a uma possível alta a partir de julho – que pode ser superior a 5%, segundo especialistas.
A nova estratégia de preços da Petrobras – que não vai mais depender exclusivamente da chamada PPI (Preço de Paridade de Importação) – contudo, pode fazer com que a empresa absorva o aumento provocado pela reoneração dos impostos federais.
“Não sei, vamos ver até lá… tudo será feito com muita parcimônia, análise, não é chute”, declarou Jean Paul Prates, presidente da Petrobras em entrevista à emissora Globonews.
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