Volkswagen Tiguan de 272 cv custa R$ 300 mil, mas é puro prazer ao dirigir
Há algumas semanas, a Volkswagen oficializou o lançamento da terceira geração do Tiguan no Brasil por R$ 299.990. Vendido em versão única R-Line, o SUV trouxe de volta a tração integral e ganhou uma pimenta extra no motor 2.0 turbo EA888 Evo5, que agora oferece 272 cv. Por outro lado, ele deixa a eletrificação e a briga contra os chineses de lado para conquistar os fãs da marca e do modelo.
Ao volante do novo Volkswagen Tiguan
Dirigir o Tiguan sempre é uma experiência muito boa. Durante nosso teste drive, saímos da capital paulista em direção ao CT do Red Bull Bragantino em Atibaia (SP). Um trajeto de pouco mais de 70 km, com trechos de trânsito pesado na cidade e mais leve por vias expressas e locais.

A nova geração do SUV se mostrou um carro bem ágil no dia a dia, com boas retomadas e trocas de marcha rápidas. Sob o capô, está o motor 2.0 TSI EA888 Evo5, na configuração 350 TSI: são 272 cv de potência e 350 Nm de torque, a mais potente do Tiguan no mundo. Ao todo, são seis modos de condução disponíveis: Eco, Normal, Sport, Individual, Snow e Off-road.
Em nosso teste, utilizamos os três primeiros. Nos modos Normal e Sport, o novo Tiguan responde prontamente, enquanto o modo Eco segura um pouco o ímpeto do SUV. No modo mais esportivo, o carro troca as marchas e empolga de forma mais rápida, embora o modo Normal seja o mais equilibrado entre desempenho e consumo.

O câmbio é um automático convencional de oito marchas, que conta com a alavanca feita pela manopla atrás do volante, assim como nos modelos ID. da Volkswagen. É uma solução incomum entre os carros da marca alemã, mas de fácil costume. Depois de alguns minutos ao volante do Tiguan, já não sentimos falta da alavanca no console central.
A direção é bem direta, enquanto a suspensão filtra bem os impactos. Graças à tração integral nas quatro rodas – que felizmente voltou ao Tiguan – o comportamento do carro é bem previsível em curvas, mesmo em velocidades mais elevadas e num trecho de chuva forte que passamos na estrada.

Experiência a bordo
O acabamento interno é um dos destaques do novo Tiguan. Quando comparado à linha nacional (e até ao irmão mexicano Taos), ele se sobressai pela presença de peças emborrachadas e em soft-touch, tão comentadas recentemente nas redes sociais, nas portas dianteiras e no painel. Ainda há componentes em metal, iluminação ambiente e um aplique que imita madeira. Visualmente, as peças são bem encaixadas e bonitas.

Os assentos dianteiros ainda oferecem ajuste elétrico das posições, função memória, aquecimento, ventilação e oito opções de massagem. Outro destaque fica para o painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas e a nova central multimídia de 15 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio. Ambas as telas contam com boa resolução e funcionamento intuitivo.
Por outro lado, a central multimídia concentra a maior parte dos comandos essenciais do Tiguan, como o acionamento do ar-condicionado. Há alguns atalhos fora da tela, mas a falta de comandos físicos pode causar distrações do motorista em algumas situações. Felizmente, a marca alemã prometeu voltar com mais comandos físicos nos próximos lançamentos. O porta-malas leva 423 litros.

Visual segue a identidade da marca
Lançada no último ano nos EUA e no México, a terceira geração do Volkswagen Tiguan adota o estilo global da montadora alemã, com algumas diferenças de design em relação ao modelo europeu. Basicamente, ele é um Tayron encurtado, com leves mudanças na dianteira, lateral e traseira em relação ao Tiguan europeu.
O entre-eixos também é maior do que o do modelo europeu (2,79 m contra 2,67 m), mas a plataforma é a mesma MQB Evo. A versão R-Line se diferencia pelo visual esportivo, com rodas de 19” e logotipos iluminados. Os faróis e lanternas full-LED trazem a tecnologia IQ.Light Matrix na frente e setas dinâmicas na traseira com IQ.Light.

Ao todo, são seis opções de cores: Cinza Ascot (sempre com teto em Preto Mystic) e Azul Pacífico, Cinza Platinum, Prata Pyrit, Branco Puro e Preto Mystic. Por dentro, há duas opções: a configuração Soul Grigio com os bancos em preto e cinza (disponível apenas nas pinturas Azul Pacífico, Cinza Platinum, Prata Pyrit e Branco Puro) e a Soul-Ambar Brown, com couro nas cores preto e marrom (disponível para o Cinza Ascot e Preto Mystic).
Pacote recheado de equipamentos
Dentre os itens de série, há ACC, assistente de manutenção e centralização em faixa, assistente com frenagem autônoma e alerta de colisão frontal, teto solar panorâmico, ar digital de três zonas, airbags frontais, laterais e de cortina, sensor de chuva e crepuscular, entre outros equipamentos.
Vale a pena levar o novo Tiguan para casa?
As primeiras unidades do novo Volkswagen Tiguan serão entregues a partir do dia 7 de maio, quando o modelo chega à toda a rede de concessionárias da marca alemã no país. A nova geração do SUV evoluiu em dirigibilidade, segurança e tecnologia, que já eram pontos fortes. Ele também trouxe de volta a tração integral e a potência que havia perdido em 2023, dois pontos que os fãs do modelo pediam desde então.

Tudo isso, ainda custando menos do que antes, uma vez que a concorrência chinesa está cada vez mais acirrada e competitiva. Apesar de deixar a eletrificação completamente de lado, o Tiguan agrada ao consumidor que gosta de dirigir e que ainda quer optar por uma solução mais tradicional no dia a dia.
