GWM lança Haval H6 HYBR-Flex, o 1º híbrido plug-in desenvolvido para etanol

GWM Haval H6 HyBR Flex 2027 (Sergio Quintanilha/Guia do Carro)

Como o imperador romano Julio César, a GWM veio, viu e venceu. A montadora chinesa apresentou nesta terça-feira, 9, em Brasília, a linha Haval H6 2027, que inaugura o primeiro híbrido plug-in desenvolvido para etanol e produzido totalmente no Brasil. Dessa forma, a GWM supera em agilidade tecnológica montadoras tradicionais como Stellantis, Volkswagen e Toyota, que brigaram muito por benefícios ao híbrido flex.

O sistema HYBR — que faz menção às tecnologias Hybrid e ao fato de ser desenvolvido e fabricado no Brasil — já está disponível em todas as versões do Haval H6. A GWM também anunciou os novos preços, que tiveram aumento de R$ 900 na versão de entrada HEV One e de R$ 1.000 nas demais (exceto a GT, sem aumento). Segundo a GWM, houve melhora no consumo de gasolina na cidade e na estrada.

Para deixar o Haval H6 mais eficiente, a engenharia da GWM no Brasil fez mudanças técnicas importantes. Não foi apenas uma adaptação das arquiteturas híbridas existentes a gasolina; todo o desenvolvimento partiu do uso do etanol e das condições brasileiras, considerando as variações de clima e altitude.

Durante a apresentação, a GWM não divulgou o consumo do motor a combustão, tampouco o consumo no modo híbrido — que, aliás, não é divulgado também pelo PBEV, mas o Guia do Carro tem um critério de cálculo padrão para esses casos. De qualquer forma, o Haval H6 HYBR-Flex PHEV35 tinha uma etiqueta do Inmetro e, por meio dela, conseguimos os valores de consumo. Veja na tabela abaixo.

Modo >>>Elétrico
Km/L eq.
Flex
PBEV
Híbrido
GdC
Gasolina Cidade30,7 km/l 12,5 km/l21,6 km/l
Gasolina Estrada26,1 km/l 9,2 km/l17,6 km/l
Média Gasolina28,4 km/10,6 kml19,6 km/l
Etanol Cidade22,8 km/ 10,7 km/l16,7 km/l
Etanol Estrada18,1 km/l 7,4 km/l12,7 km/l
Média Etanol20,4 km/l9,0 km/l14,7 km/l
Média Cidade26,7 km//l11,6 km/l19,1 km/l
Média Estrada22,1 km/l8,3 km/l15,1 km/l

O quadro acima mostra como ficou ainda mais complexo o cálculo do consumo com o híbrido plug-in com etanol. A primeira coluna mostra o consumo elétrico, ou seja, apenas do motor elétrico, por isso o Inmetro diz Km/L equivalente (serve apenas de referência ou para cálculo). A segunda coluna mostra apenas o motor a combustão em funcionamento, com a bateria zerada, o que também costumar ser totalmente irreal nos Super Híbridos.

A coluna que mais se aproxima do dia-a-dia é a terceira, com o cálculo do Guia do Carro. Portanto, a média do Haval H6 HYBR PHEV35, usando apenas etanol, deve ser de 19,1 km/l na cidade e de 15,1 km/l na estrada.

Segundo a GWM, o Haval H6 PHEV35 e H6 GT mantiveram a potência em 393 cv e o torque foi reduzido de 772 para 642 Nm. A aceleração de 0 a 100 km/h melhorou 1 décimo (4,8 segundos no PHEV35 e 4,7 no GT). No H6 PHEV19 a potência se manteve em 326 cv e o torque caiu de 540 para 535 Nm, mas a prova de 0 a 100 ficou 2 décimos mais rápida (7,4 segundos).

Já no Haval H6 HEV, não plugável, a potência subiu de 243 para 248 cv, o torque caiu de 540 para 535 Nm e a prova de 0 a 100 melhorou 3 décimos, passando a 7,6 segundos.

Preços do GWM Haval H6 HyBR-Flex

  • H6 HEV One HYBR-Flex 2027 – R$ 199.990
  • H6 HEV 2HYBR-Flex – R$ 225.000
  • H6 PHEV19 HYBR-Flex – R$ 250.000
  • H6 PHEV35 HYBR-Flex – R$290.000
  • H6 GT HYBR-Flex 2027 – R$ 326.000

Durante a apresentação, a GWM destacou que o Haval H6 lidera a categoria D-SUV (considerando todas as versões) e ficou em 8º lugar no ranking de varejo de maio com 3.213 vendas.

Ainda precisamos obter mais informações sobre o consumo e a emissão de CO2 de todas as versões, mas a impressão que ficou em Brasília, nesta terça-feira, foi de que a GWM mostrou que pretende liderar a corrida pelo híbrido flex, que foi uma aposta do governo brasileiro para incentivar o uso do combustível derivado da cana-de-açúcar.


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