Guerra dos híbridos: Stellantis ataca Toyota com novo sistema 48V

Jeep Renegade Wiillys / foto: Stellantis
Jeep Renegade estreia tecnologia Bio-Hybrid para desafiar o domínio do novo Toyota Yaris Cross

A hegemonia da Toyota no segmento de híbridos flex está prestes a ser testada como nunca. Neste final de fevereiro de 2026, a Stellantis deu o sinal verde para o início da produção do sistema Bio-Hybrid de 48 volts em sua planta de Goiana (PE). O primeiro modelo a receber a tecnologia será o Jeep Renegade, que ganha fôlego extra para enfrentar o estreante da vez: o Toyota Yaris Cross.

Diferentemente do sistema híbrido pleno (HEV) da Toyota, a aposta da Stellantis é no chamado “híbrido leve” (MHEV), que o Guia do Carro classifica como semi-híbrido. Trata-se de uma eletrificação mais acessível, que substitui o alternador e o motor de partida por um dispositivo elétrico multifuncional.

Bio-Hybrid 48V para carros mais pesados

Na prática, o motorista sente um ganho de torque em baixas rotações e uma redução no consumo, mas sem a complexidade (e o custo) de um sistema de alta voltagem. A diferença aqui é que a Stellantis vai usar no Jeep Renegade um sistema de 48 volts e não o de 12 volts como nos carros da Fiat (Pulse e Fastback) e da Peugeot (208 e 2008).

Depois virão os modelos Jeep Compass, Jeep Commander e Fiat Toro com o Bio-Hybrid 48V. Todos devem chegar ainda este ano. O quarto carro da lista deve ser a picape Ram Rampage, que também é produzida pela Stellantis em Goiana, mas para 2027. Para este ano outros semi-híbridos são previstos pela Stellantis, porém com o sistema 12V: nossa aposta é no Basalt e no Aircross, ambos da Citroën (produzidos em Porto Real, RJ).

Toyota Yaris Cross: o alvo a ser batido

Do outro lado da arena, a Toyota joga com o peso da eficiência. O Yaris Cross 2026 está nas lojas com preços entre R$ 149.990 e R$ 189.990, ostentando números de consumo que superam os 20 km/l na cidade quando abastecido com gasolina. É o “padrão ouro” que a Stellantis quer desafiar, oferecendo um carro que pode não ser tão econômico como o japonês, mas que promete ser mais divertido de dirigir e mais acessível na manutenção a longo prazo.

A decisão passa pelo bolso e pela bomba

Em 2026, a escolha do consumidor brasileiro será técnica. O sistema da Toyota desliga o motor a combustão com frequência, sendo imbatível no trânsito urbano pesado. Já o Bio-Hybrid da Stellantis foca em melhorar a eficiência do motor turbo flex sem tirar o caráter ágil que o público do Renegade tanto valoriza.

Fontes: Stellantis, Toyota, Terra


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