Pantanal de picape: o roteiro definitivo por MS com Silverado, Dakota e S10

Chevrolet Silverado no Pantanal

Viajar de picape pelo Pantanal é a forma mais autêntica de se conectar com a maior planície alagável do mundo. O Guia do Carro realiza incursões frequentes à região, pois as montadoras escolheram esse cenário como o laboratório definitivo para testar a resistência extrema de seus veículos 4×4.

Jacarés, tuiuiús, onças e picapes

Mais do que uma simples travessia, dirigir por locais como a Estrada Parque permite um contato imediato com a vida selvagem. Aqui, jacarés descansam nas margens e tuiuiús dominam o céu, enquanto as picapes modernas enfrentam poeira densa e trechos alagados que exigem bastante do sistema de tração.

O ponto de partida ideal é Campo Grande, seguindo pela BR-262 em direção ao oeste. Para quem busca a essência pantaneira, o desvio pela Estrada Parque (MS-184), em direção a Corumbá, é obrigatório. São 120 km de terra e mais de 70 pontes de madeira onde a picape se torna um mirante móvel.

Barco flutuante atracado em um rio, com pessoas e veículos desembarcando. Céu azul claro ao fundo.
Chevrolet S10 desembarcando no Rio Paraguai (Sergio Quintanilha/Guia do Carro)

Corumbá também pode ser um bom ponte de partida para uma incrível experiência de navegação no Rio Paraguai. Porém, a oferta de voos é bem menor, o que não é um problema se a viagem for programada com alguma antecedência.

Silverado, S10 e Dakota no Pantanal

No final de 2023, a Chevrolet Silverado marcou seu retorno ao Brasil justamente nessas estradinhas sinuosas. Com quase 6 metros de comprimento, a picape impressiona pela imponência, mas exige atenção na calibração da pressão dos pneus: o uso de 32 psi nos pneus transformou a rodagem áspera sobre as “costelas de vaca” em um deslocamento confortável.

Uma picape RAM de cor laranja-avermelhada parada em uma ponte de madeira, rodeada pela natureza verdejante e céu nublado.
Ram Dakota cruza uma ponte de madeira (João Buffon/Guia do Carro)

Seus retrovisores bipartidos, projetados para o reboque de barcos, são ferramentas essenciais para quem leva embarcações para os rios da região. A Silverado suporta até 4.128 kg de carga de reboque, ideal para os pescadores e exploradores que utilizam Corumbá como base.

Agora mesmo, no início deste ano, a nova Ram Dakota também escolheu o solo pantaneiro para sua estreia em 2026. Equipada com motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 450 Nm de torque, a picape mostrou agilidade em trechos de lama e areia fofa. O sistema 4×4 Auto e o bloqueio do diferencial traseiro garantiram que o modelo superasse obstáculos sem hesitação.

Hospedagem e função social

Para hospedagem, a Pousada Aguapé, em Aquidauana, é a primeira parada estratégica. Com diárias entre R$ 1.200 e R$ 1.600, oferece o “quebra-torto” (café da manhã pantaneiro) e safáris fotográficos onde a altura da picape permite avistar tamanduás-bandeira e cervos-do-pantanal com segurança.

Seguindo para Miranda, o destino é o Refúgio Ecológico Caiman, sede do projeto Onçafári. Com diárias a partir de R$ 3.500, é o lugar com maior probabilidade de avistamento da onça-pintada no mundo. É lá que a Chevrolet S10 Z71 demonstra sua robustez no apoio ao monitoramento de felinos como a onça Isa.

Homem em pé na natureza, ao lado de uma caminhonete branca estacionada, com um lago ao fundo e vegetação ao redor.
Coronel Rebelo, do Instituto Homem Pantaneiro (Sergio Quintanilha/Guia do Carro)

Lá vimos que a Chevrolet S10 desempenha um papel que vai além do transporte: 10 unidades foram levadas de balsa até a isolada Serra do Amolar para apoiar o Instituto Homem Pantaneiro (IHP). Com 500 Nm de torque, essas picapes são vitais para o deslocamento das equipes do Coronel Rabelo em áreas inóspitas e preservadas.

Para quem busca uma experiência integrada ao rio, o Pantanal Jungle Lodge, no Passo do Lontra, oferece estrutura sobre palafitas com diárias em torno de R$ 900. O acesso exige transpor as famosas pontes da Estrada Parque, um teste de fogo para o vão livre do solo e a vedação das picapes.

A expedição termina em Corumbá, onde os barcos-hotéis levam o viajante até as áreas mais profundas do Rio Paraguai. Ao dirigir pela região, lembre-se: a preservação é a regra. O respeito aos limites de velocidade evita o atropelamento de fauna, garantindo que a tecnologia automotiva caminhe junto com a conservação desse ecossistema único. Veja a seguir algumas dicas de viagem.

Dia 1 e 2: o portal em Campo Grande e Aquidauana

A primeira parada obrigatória é a Pousada Aguapé. É o lugar perfeito para sentir o “clima de fazenda”. Aqui, o destaque é o safári fotográfico na caçamba aberta ou na cabine alta da picape.

Nesta região, você verá grupos imensos de capivaras e o cervo-do-pantanal. O terreno exige tração 4×4 em alguns pontos de areia fofa, típicos do Pantanal de Aquidauana.

Dia 3 e 4: Miranda e o Santuário das Onças

Seguindo para Miranda, o destino é o Refúgio Ecológico Caiman. É aqui que a conservação e o turismo de luxo se encontram.

Saindo de Campo Grande pela BR-262, a picape é sua melhor amiga. O asfalto logo dá lugar ao cascalho e à terra vermelha de Aquidauana.

Jaguar com o olhar cerrado, mostrando os dentes, em um ambiente natural com vegetação ao fundo.
Onça-pintada: ajuda importante da Chevrolet S10 (IHP/Divulgação)

Prepare as câmeras: a Caiman é a sede do projeto Onçafári. As chances de você ficar cara a cara com uma onça-pintada (dentro da segurança da picape) são altíssimas.

É emocionante ver como as picapes Chevrolet S10 e Silverado são usadas aqui no dia a dia para monitorar felinos como a Isa e o Joujou. A robustez desses carros é o que permite aos biólogos chegarem onde ninguém mais chega.

Dia 5 e 6: Estrada Parque e Passo do Lontra

Agora a aventura fica bruta. Você entra na Estrada Parque Pantanal Sul (MS-184). São 120 km de terra batida e mais de 70 pontes de madeira.

Cada ponte é um convite para parar e olhar para baixo. Os jacarés ficam ali, aos montes, tomando sol. O tuiuiú, símbolo do Pantanal, vigia tudo do alto de seus ninhos gigantes.

Para dormir, o Pantanal Jungle Lodge é uma experiência única. Ele é construído sobre palafitas na beira do Rio Miranda. Dormir ouvindo o som dos bichos é algo que você nunca vai esquecer.

Dia 7 e 8: Corumbá e a imensidão das águas

A expedição termina em Corumbá, na fronteira com a Bolívia. A cidade tem um casario histórico lindo e é o porto dos grandes barcos-hotéis.

Se tiver tempo, faça o passeio até a Serra do Amolar. É uma das regiões mais isoladas do planeta. Lá, o Rio Paraguai se espalha e forma um espelho d’água infinito.

É o lugar onde a GM investe pesado no Instituto Homem Pantaneiro. Ver a onça-pintada livre nesse cenário é a prova de que todo o esforço de conservação vale a pena.

Três caminhonetes Chevrolet brancas em um campo ao pôr do sol.
Chevrolet Silverado (Sergio Quintanilha/Guia do Carro)

Onde ficar

1. Pousada Aguapé (Aquidauana)

Ideal para quem quer o primeiro contato com a vida pantaneira logo após sair de Campo Grande.

Perfil: familiar e autêntico.

Preço médio: entre R$ 1.200 e R$ 1.600 por dia.

O que inclui: safári fotográfico em 4×4, caminhadas, passeio de barco no Rio Aquidauana e a cavalgada pantaneira.

2. Refúgio Ecológico Caiman (Miranda)

É a “Meca” do avistamento de onças-pintadas no mundo e sede do Onçafári.

Perfil: luxo sustentável e alta gastronomia.

Preço médio: entre R$ 3.500 e R$ 5.500 por dia (mínimo de 3 noites).

O que inclui: safáris focados em grandes felinos, palestras com biólogos e toda a estrutura de monitoramento que usa as picapes Silverado e S10.

3. Pantanal Jungle Lodge (Passo do Lontra)

Excelente custo-benefício para quem está percorrendo a Estrada Parque de picape.

Perfil: aventura e integração com o rio.

Preço médio: entre R$ 800 e R$ 1.100 por dia.

O que inclui: focagem noturna de jacarés, canoagem, pesca de piranha e safáris pela Estrada Parque (MS-184).

Várias picapes RAM sujas estacionadas em frente a um prédio antigo e desgastado, com vegetação ao lado.
Expedição da Ram Dakota em 2026 (João Buffon/Guia do Carro)

4. Barcos-Hotéis em Corumbá

Para quem quer chegar à Serra do Amolar e dormir sobre as águas do Rio Paraguai.

Perfil: grupos e expedições fluviais.

Preço médio: pacotes de 4 a 5 dias variam de R$ 6.000 a R$ 10.000 por pessoa.

O que inclui: navegação profunda, pensão completa e acesso a áreas onde as picapes não chegam, como as baías da reserva do IHP.

Dica prática do Guia do Carro

Como as distâncias são grandes e os postos são raros, planeie gastar cerca de R$ 400 a R$ 600 extras em combustível (diesel) para garantir a autonomia necessária nas incursões fora-de-estrada.


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