Enfim, a estreia do SUV chinês que promete abalar o mercado
O primeiro carro da chinesa GWM para o Brasil, o Haval H6, finalmente será lançado oficialmente esta semana. Pode ser o início de uma pequena revolução no mercado brasileiro ou um fiasco (se o carro fracassar nas vendas). Afinal, a montadora estreia no país com grande expectativa e promete mudar muita coisa.
O carro tem qualidades. Nossas primeiras impressões com os carros deixaram boas impressões. O Haval H6, que inicialmente chega importado da China, tem 393 cv de potência, alcance elétrico de 170 km, tração nas quatro rodas, porta-malas de 560 litros, multimídia de 12,3” e baixo consumo. Segundo o fabricante, ele faz 28,7 km/l de gasolina na cidade e 25,3 na estrada.
Durante alguns anos o Haval H6 foi o carro mais vendido na China, mas acabou sendo superado nos últimos tempos pelo Volkswagen Lavida e pelo Nissan Sylphy, equivalentes aos “nossos” Jetta e Sentra. No Brasil, esses dois carros devem perder para o H6.

Ele vai estrear como importado, mas já configurado ao gosto do brasileiro. Dentro de algum tempo deverá ser a estrela da fábrica de Iracemápolis, SP, que a GWM comprou da Mercedes-Benz. Lá vai fabricar dois carros. A espera é pelo próprio Haval H6 e por uma picape média com chassi da marca Poer.
A GWM aposta muito alto na operação brasileira. Para além de ter comprado a fábrica, ela quer ser uma marca moderna; se possível, aspiracional. A missão não é fácil, pela origem chinesa, que ainda sofre pelo preconceito de muitos consumidores brasileiros. Para driblar qualquer resistência, a GWM recorreu até aos Beatles.
A famosa banda inglesa de Liverpool teve sua música “Hello Goodbye” remixada pelo artista da moda Alok para popularizar o slogan “Hello Tomorrow”. Com isso, a GWM quer ser vista como uma marca do futuro.
Como só falar não é suficiente, a GWM tratou de criar um carro emocional, o Haval H6 GT, que acelera de 0 a 100 km/h em apenas 4,8 segundos. O nome GWM, que é a sigla de Great Wall Motor, será não apenas o nome da montadora, mas também marca no Brasil. Trata-se de uma tática ousada, exclusiva da operação brasileira, com o objetivo de fixar três linhas de produtos ao mesmo tempo.

Além da Haval e da Poer, a GWM vai vender veículos 4×4 da marca Tank. E quando o mercado de carros elétricos estiver mais atraente, lançará também sua marca Ora, exclusiva de modelos elétricos a bateria. Esta semana enfim conheceremos as verdadeiras armas da GWM, inclusive com uma visita à fábrica de Iracemápolis.
Os preços também devem ser revelados. A montadora chinesa já disse que seus primeiros carros custarão entre Volkswagen e Jeep, o que é uma informação um tanto vaga, pois depende de quais modelos estamos falando.

O Volkswagen mais caro seria o Jetta (R$ 266.990) ou a picape Amarok (R$ 335.500)? Se for a Amarok, teria de ser comparada com o Jeep Compass 4xe PHEV (R$ 338.400). O Jeep Renegade custa R$ 134.190, o que é menos do que os Volks citados. Já o Compass de entrada também fica abaixo (R$ 184.490). O Jeep Commander custa R$ 245.490, mas tem 7 lugares. Portanto, vamos aguardar qual será a surpresa da GWM em relação ao preço do Haval H6.

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