Chevrolet se arma para futura batalha contra Citroën no Brasil
A General Motors não tinha grandes planos para o Chevrolet Spin no Brasil, mas precisou rever a estratégia. Assim como o Chevrolet Cobalt, que saiu de linha em 2020, o futuro do Spin era simplesmente desaparecer. Afinal, o carro é feito na antiga plataforma Gamma II, cuja origem é de 2001.
Mas o Spin, assim como o Cobalt, ainda é um bom carro para o mercado brasileiro. A plataforma foi rebatizada de GSV (Global Small Vehicles). Atualmente, o Chevrolet Spin é o modelo preferido dos taxistas das grandes cidades brasileiras, pois tem muito espaço interno, ótimo porta-malas e um bom motor relativamente potente.
Simplesmente não há substituto para o Chevrolet Spin em algumas utilizações. O atual motor 1.8 tem 106/111 cv (gasolina/etanol) e responde bem com o câmbio automático de 6 marchas. Com gasolina, faz 9,8 km/l na cidade e 12,3 na estrada. Muitos taxistas o adaptam para rodar com propulsão a gás.

Mas é difícil manter um carro só para taxistas. Por isso, a GM vai precisar mexer no Spin e deixá-lo mais atraente também para famílias de classe média. Isso porque vai receber um ataque frontal da Stellantis nesse nicho: o carro que promete incomodar é o futuro Citroën C3 Aircross.
Além de receber modificações visuais, para ficar mais parecido com o Chevrolet Tracker e outros carros da GM no Brasil, o novo Chevrolet Spin deve ter o interior modernizado e até mesmo a utilização do motor 1.2 turbo é considerada. Assim, o novo Spin 2025 passaria a ter 132/133 cv (g/e).

A GM espera que o novo Citroën C3 Aircross seja bastante competitivo no segmento, por isso considera uma reformulação mais profunda no Chevrolet Spin. Uma troca de motor, entretanto, também exigirá grandes modificações nos sistemas de suspensão, direção e freios.

Descubra mais sobre Guia do Carro
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
