Carros da BYD terão sistema inteligente de condução autônoma no Brasil

BYD Sealion 7 (Divulgação BYD)

Os carros da BYD vão ficar mais inteligentes em breve no Brasil. A montadora chinesa acaba de confirmar a chegada do sistema avançado de assistência à condução God’s Eye aos carros da marca vendidos no mercado brasileiro a partir do ano que vem. Além disso, a marca também apresentou um novo processador automotivo de 4 nanômetros durante um evento em Shzenzhen (China).

Lançado no último ano na China, o sistema de assistência à condução God’s Eye recebeu quatro atualizações estruturais. As inovações incluem a nova arquitetura Xuanji 2.0, uma rede de sensores via satélite, aprimoramento no grande modelo físico de inteligência artificial (AI large model) e um banco de dados que evolui automaticamente, com base nos cenários enfrentados no trânsito real.

Evento de lançamento do chip BYD A3 de 4nm, com apresentador no palco e backdrop informativo.
Evento da BYD em Shenzhen (China)

Carros da BYD terão God’s Eye a partir de 2027 no Brasil

Na cabine, o destaque fica para o painel DiLink AI, equipado com um assistente virtual avançado. Essa inteligência digital oferece execução proativa de comandos de voz e capacidades complexas de raciocínio, que promete uma experiência de conectividade ainda mais intuitiva.

No mesmo evento, a empresa revelou o Xuanji A3, o primeiro processador automotivo (SoC, do inglês System on Chip) focado em direção autônoma de 4 nanômetros desenvolvido na China. Além disso, a BYD também informou que toda a sua linha de veículos agora pode ser equipada, de forma opcional, com a versão LiDAR do sistema de condução inteligente God’s Eye-B.

De acordo com a marca, o desenvolvimento da direção inteligente é pautado por três objetivos estruturais: zerar os acidentes de trânsito, permitir que os sistemas de assistência atuem com a precisão de um motorista experiente e utilizar a inteligência artificial (IA) como uma assistente pessoal avançada. 

Imagem de um informativo sobre o chip BYD A3 de 4nm, apresentando especificações técnicas como 273 GB/s de largura de banda, 16 núcleos de CPU e classificação de segurança ASIL-D.
Evento da BYD em Shenzhen (China)

Outra novidade foi o anúncio de uma apólice de cobertura total de danos para a função de navegação autônoma urbana (NOA, do inglês Navigate on Autopilot) no mercado chinês. Com a novidade, que se soma à garantia já existente para a função de estacionamento inteligente, a marca torna-se a primeira montadora global a oferecer cobertura dupla para seus sistemas avançados de assistência à condução (ADAS). 

Cobertura de danos causados por navegação autônoma

A apólice de cobertura total de danos tem validade de um ano e se aplica tanto a novos compradores quanto a proprietários que atualizarem para a versão 5.0 do sistema God’s Eye, também chamado de Tianshen para o mercado chinês. 

O compromisso estabelece que, em caso de acidentes em que a responsabilidade legal recaia sobre o veículo enquanto o usuário opera a função de navegação autônoma urbana corretamente e de acordo com as leis locais, a BYD assume todas as perdas financeiras resultantes.

Ao todo, a BYD já conta com mais de 3,15 milhões de carros com assistência inteligente de condução nas ruas chinesas. Juntos, eles registram mais de 200 milhões de quilômetros diariamente, o que acelera o aprendizado dos algoritmos. A nova tecnologia God’s Eye já tem vinda confirmada para o mercado brasileiro a partir do próximo ano. 

A informação foi revelada por Stella Li, vice-presidente executiva global da BYD e CEO da BYD Américas e Europa a um grupo de brasileiros convidados. “Hoje, a BYD dá mais um passo na estratégia de direção inteligente com o avanço do sistema God’s Eye e das novas tecnologias de assistência à condução. O Brasil faz parte desses planos, e o centro de inovação e P&D no Rio de Janeiro terá um papel importante para apoiar a introdução dessas soluções no mercado brasileiro a partir do ano que vem”, destaca a executiva.

Novo processador mais inteligente

O grande lançamento em hardware da BYD foi o chip Xuanji A3. Ele suporta nativamente tecnologias de direção autônoma de níveis avançados (L3 e L4) e, em uma configuração que agrupa três chips, pode fornecer mais de 2.100 TOPS (trilhões de operações por segundo), uma alta capacidade de processamento por veículo.

Produzido com a tecnologia de 4 nanômetros, ele consome 20% menos energia em comparação a componentes similares do mercado e já está em fase de produção em massa. Quando operado em conjunto com os algoritmos próprios da BYD, o processador dobra o aproveitamento computacional do veículo e eleva a margem de segurança e a velocidade de resposta nas ruas.

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