Norris sobre dobradinha da McLaren na F1: “não foi sorte”
A McLaren tem motivos de sobra para comemorar. A equipe não vencia uma corrida desde o GP do Brasil de 2012, com Jenson Button. A vitória demorou, mas veio em grande estilo: Daniel Ricciardo foi o primeiro e Lando Norris o segundo. Uma dobradinha da McLaren não era vista na Fórmula 1 desde o GP do Canadá de 2010.
Norris está na McLaren desde 2019 e tem acompanhado de perto a evolução do time. Naquele ano, foi apenas um pódio, com o terceiro lugar de Carlos Sainz em Interlagos. Em 2020, dois pódios: um segundo lugar de Sainz e um terceiro do próprio Norris. Esse ano, Lando já havia subido ao pódio três vezes, sempre em terceiro. Agora, o progresso culminou em uma dobradinha.
“Nem sei o que dizer, é incrível”, disse Norris à Autosport após a corrida. “Nem sei o quanto isso significa para mim. Estou na equipe há um pouco mais de tempo, então estar nessa jornada de ir de um pódio, para alguns nessa temporada e agora essa dobradinha é algo insano de se pensar”.
Na entrevista, Lando demonstrou que sua alegria pela equipe, mesmo que a vitória tenha sido de seu colega: “Estou meio sem palavras, mas estou muito feliz por mim, por estar aqui, por ter executado a corrida da forma como fizemos, as ultrapassagens, as defesas, a estratégia. E muito feliz pelo Daniel [Ricciardo] e por todo o time porque é um feito incrível!”
Sorte não, mérito!
A história da F1 mostra alguns exemplos de equipes que não tem o melhor carro e contam com um golpe de sorte para conquistar vitórias. De certa forma, isso aconteceu recentemente com Pierre Gasly pela AlphaTauri, no GP da Itália do ano passado, e Esteban Ocon pela Alpine, na Hungria esse ano. Mas Norris faz questão de frisar que a dobradinha de hoje não foi sorte, mas mérito.
“Acho que muitas vezes vemos outros pilotos vencerem um pouco por sorte aqui e ali, mas nesse fim de semana fizemos um ótimo trabalho”, disse Norris. Ele acredita que o bom desempenho na sprint foi fundamental: “ontem [sábado] nos colocamos numa melhor posição comigo à frente do Lewis [Hamilton] e o Daniel passando dois carros, o que o colocou naquela posição”.
“Tínhamos um carro rápido e maximizamos tudo que pudemos, então não acho que não houve sorte alguma no que fizemos nesse fim de semana. Nos recuperamos bem de Zandvoort, de uma de nossas piores corridas na temporada e acabamos de fazer um trabalho perfeito nesse fim de semana.” O jovem inglês fez questão de reforçar que o mérito do resultado deixa um sabor ainda melhor: “não houve sorte nisso, o que faz tudo ainda mais gostoso, porque foi merecido”.
A Fórmula 1 encerrou na Itália sua maratona de três semanas seguidas de atividade. A próxima etapa será em Sochi, na Rússia, entre os dias 24 e 26 de setembro.
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