Mercedes domina a F1, mas Antonelli vira pedra no sapato de Russell

A história se repete: mudou a tecnologia do motor, a Mercedes se torna dominante na F1. Foi assim em 2013 e começou assim em 2026. Nas três primeiras etapas deste ano, o time venceu todas: George Russell ganhou na Austrália, Kimi Antonelli triunfou na China e repetiu a dose no Japão. Na classificação, o cenário foi ainda mais forte, com três poles em três corridas para a equipe alemã – novamente, uma de Russell e duas de Antonelli.

Antonelli lidera a F1 com 72 pontos

Após três etapas, a Mercedes lidera o Mundial de Construtores com 135 pontos, bem à frente da Ferrari, com 90, e da McLaren, com 46. Porém, o domínio da Mercedes F1 traz um elemento novo e que não era esperado: a forte pressão do jovem Antonelli sobre Russell, que, por ser inglês e ter mais tempo na equipe, era considerado o “sucessor natural” de Lewis Hamilton na equipe.

Sem dúvida, isso criou um problema interno na Mercedes F1. Russell venceu o primeiro GP, mas Antonelli não demorou para mostrar que não chegara apenas para aprender. O italiano já venceu duas corridas seguidas, fez poles consecutivas e saiu do Japão como líder do campeonato. Agora está mais confiante do que nunca, e isso é ouro na Fórmula 1. No Mundial de Pilotos, Antonelli soma 72 pontos, contra 63 de Russell, 49 de Charles Leclerc e 41 de Hamilton.

Os segredos do Mercedes AMG W17

O domínio da Mercedes não nasceu apenas do talento de seus pilotos. O W17 surgiu como o carro que mais bem interpretou o novo regulamento de 2026, apesar de não ter ímpeto de largada. Na apresentação oficial, a própria Fórmula 1 destacou o desenho incomum da região traseira do Mercedes AMG W17, com carroceria mais baixa e uma solução diferente na parte final das laterais, sinal de que a equipe buscou um caminho próprio de eficiência aerodinâmica.

Mais importante do que a aparência foi o comportamento na pista. Análises técnicas da imprensa especializada mostram que a Mercedes vem combinando duas virtudes raras ao mesmo tempo: muito desempenho em reta e, ao mesmo tempo, excelente velocidade nas curvas.

George Rusell e Kimi Antonelli (Foto Mercedes)

Segundo o site The Race, o Mercedes W17 consegue extrair mais do novo conjunto híbrido e também oferece mais carga aerodinâmica efetiva nas áreas de maior exigência de aderência. Andrea Stella, chefe da McLaren, resumiu de forma direta: a Mercedes está fazendo um trabalho melhor tanto na exploração da unidade de potência quanto no nível geral de grip e downforce.

O W17 atinge picos de velocidade mais altos, segura mais bem a performance antes da perda de energia em reta e ainda preserva competitividade em trechos de curva. Isso ajuda a explicar por que a equipe é tão forte em classificação e igualmente eficiente em ritmo de corrida. Na prática, a Mercedes não depende apenas de uma volta brilhante ou de circunstâncias favoráveis.

Antonelli, o verdadeiro sucessor de Lewis?

Coincidência ou não, o heptcampeão Lewis Hamilton, 41 anos, “adotou” Kimi Antonelli como seu “protegido” nesta nova boa safra de pilotos. Os dois estão sempre juntos, e isso também deu mais confiança ao jovem italiano de apenas 19 anos.

A situação é incômoda para Russell, que está com 28 anos e pela primeira vez tem nas mãos um carro para lutar pelo título mundial. E mais: ele parece pronto para assumir de vez o papel de referência técnica e esportiva da Mercedes. Mas, ao invés disso, ganhou ao lado um novato extremamente rápido, frio e cada vez mais confiante.

Kimi Antonelli e Lewis Hamilton (Foto Mercedes)

A dura realidade para George é que a saída de seu compatriota Lewis para a Ferrari não foi suficiente para aliviar a pressão dentro da garagem. Russell se livrou da sombra de um heptacampeão, mas agora precisa lidar com outro tipo de ameaça: um talento precoce que já entrega resultado grande quase sem período de adaptação.

Antonelli foi o mais rápido na pole da China, venceu a corrida, repetiu a pole no Japão e voltou a ganhar. Isso muda a hierarquia interna, mesmo que a Mercedes oficialmente mantenha igualdade entre os dois lados da equipe.

O mais impressionante é que o italiano ainda tem margem de crescimento. Depois de Suzuka, ele reconheceu que precisa melhorar nas largadas. Quando um piloto tão jovem lidera o campeonato mesmo admitindo falhas pontuais, o alerta no outro lado da garagem só aumenta.

Mundial de Pilotos

  1. Kimi Antonelli – 72
  2. George Russell – 63
  3. Charles Leclerc – 49
  4. Lewis Hamilton – 41
  5. Lando Norris – 25
  6. Oscar Piastri – 21
  7. Oliver Bearman – 17
  8. Pierre Gasly – 15
  9. Max Verstappen – 12
  10. Liam Lawson – 10

Mundial de Construtores

  1. Mercedes – 135
  2. Ferrari – 90
  3. McLaren – 46
  4. Haas – 18
  5. Alpine, Racing Bulls e Red Bull – 16
  6. Audi – 2
  7. Williams – 2
  8. Aston Martin e Cadillac – 0

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