Dormiu e não viu o GP da Austrália de F1? Confira resumo
A Fórmula 1 não tinha uma corrida de madrugada desde 2019. O horário é um tanto quanto ingrato para o público brasileiro e, não raro, mesmo os fãs mais assíduos acabam pegando no sono.
Nesse domingo, a categoria máxima do automobilismo voltou à Austrália, com largada às duas da manhã no horário de Brasília. Nós ficamos acordados e preparamos um resumão de tudo de mais importante que aconteceu na segunda vitória de Charles Leclerc no ano. Confira abaixo:
Sainz larga mal, erra e abandona

A largada foi limpa. Charles Leclerc e Mas Verstappen mantiveram as duas primeiras posições. Lewis Hamilton, saindo de 5º, partiu bem e pulou para 3º, seguido de Sergio Perez e George Russell. Norris caiu de 4º para 6º, seguido de perto pelo colega Daniel Ricciardo.
Carlos Sainz foi um que largou muito mal: o espanhol caiu de 9º para 13º, e logo perdeu mais uma posição para Mick Schumacher. No afã de recuperar terreno, Sainz errou na entrada da curva 9 na segunda volta, rodou e foi parar na brita. Fim de prova para ele e safety car na pista. Seu mau final de semana na Austrália pode significar que uma hierarquia começa a se consolidar na Ferrari.

Com safety car, Lance Stroll arriscou: como já estava em último, parou para colocar pneus médios, deu uma volta com eles e voltou aos boxes para colocar duros novamente. A ideia, em princípio, seria ir até o fim, considerando que todos à sua frente ainda teriam a obrigatoriedade de parar nos boxes ao menos uma vez. A pergunta era: seus pneus aguentariam 52 voltas?
A relargada se deu na volta 7, com as posições sendo mantidas. Dos 10 primeiros, apenas Alonso, justamente o 10º, calçava pneus médios. Todos os outros usavam médios. Na volta 10, Perez despachou Hamilton e assumiu o 3º lugar. A Mercedes seguia com bastante quique nas retas, problema já tradicional do W13.

Sebastian Vettel, em péssimo fim de semana, errou na curva 11 e foi dar uma volta na brita, retornando à pista no último lugar.
Lá na frente, Leclerc abria vantagem importante sobre Verstappen. Na volta 13, seis depois da relargada, o monegasco já tinha mais de 5 segundos de vantagem sobre o holandês. Perez vinha 4 segundos atrás do companheiro de Red Bull. Depois dele, um pouco mais atrás, uma fila composta por Hamilton, Russell, Norris e Ricciardo.
As trocas de pneu e novo safety car
Verstappen foi o primeiro dos ponteiros a parar, o fazendo na volta 19, trocando os médios pelos duros. Ele voltou logo à frente da briga entre Pierre Gasly e Fernando Alonso. Alonso aproveitou a brecha para despachar Gasly e assumir o 8º posto.

Hamilton recuperou ritmo e colou em Perez novamente na volta 20, dando início a uma breve batalha. Mas logo Perez parou para seguir a estratégia de Verstappen e colocar compostos duros.
Norris fez o mesmo também na volta 20, voltando emparelhado com Albon e perdendo algum tempo na disputa. Ricciardo, que vinha colado ao colega, parou na volta seguinte, mas não conseguiu ganhar a posição. Ricciardo voltou fechando Albon, o que causou uma intense briga entre os dois, Stroll e Vettel. O australiano se manteve à frente, no entanto, com Stroll logo atrás.
No 21º giro, Leclerc e Hamilton pararam. O Heptacampeão voltou à frente de Perez. O mexicano fez linda manobra por fora na curva 9 e, quando Hamilton armou o contragolpe para a curva 11, safety car acionado, e manobra abortada.

O safety car foi causado (mais uma) batida de Sebastian Vettel, na saída da curva 4. O fim de semana horroroso da Aston Martin parece não ter fim. Sob bandeira amarela, Russell fez sua parada e se deu bem: voltou em 3º, passando Perez e Hamilton. Alonso era 4º, mas não parou.
Leclerc sobrando
Relargada na volta 27, Leclerc balançou e deu chance para Verstappen atacar, mas o ferrarista conseguiu se defender. Isso deu margem para Russell tentar o bote em Verstappen na curva 3, mas também sem sucesso.

Leclerc logo abriu vantagem novamente, confirmando estar sobrando na pista de Albert Park. Mais atrás, Alonso, de pneus velhos, segurou Perez por algumas voltas até ser despachado. Depois foi a vez de Hamilton ataca-lo sem dificuldades. O espanhol teve uma boa corrida muito prejudicada por não ter parado sob safety car.
Perez colou em Russell e, na volta 36, fez a manobra, retomando o 3º lugar em que já esteve anteriormente. A ordem do top 10 passou a ser: Leclerc, Verstappen, Perez, Russell, Hamilton, Alonso, Norris, Ricciardo, Magnussen e Albon. Desses, Alonso, Magnussen e Albon ainda não haviam parado.
Duas quebras em três corridas para o campeão
Na volta 38, o Red Bull de Verstappen teve seu motor quebrado. Segunda vez em três corridas. Sinal vermelho ligado na equipe taurina. Safety car virtual acionado, e dois dos três que não haviam parado aproveitaram para fazê-lo. Albon foi o único a continuar. Alonso voltou em 14º, logo pulando para 13º.

A zica da Aston Martin seguia. Depois de quebras, acidentes, escapadas, Lance Stroll ampliou a lista de problemas ao fechar deliberadamente Bottas e tomar uma punição de 5 segundos. E não que a penalização tenha o inibido: ele seguiu fazendo o mesmo com Gasly. E isso causou uma bela e disputada fila entre os dois, Bottas, Alonso, Schumacher, Zhou e Magnussen.
Enquanto Gasly e Bottas despachavam Stroll, Alonso teve problemas com seus pneus e precisou parar novamente, caindo para o fim da fila.
Lá na frente, Leclerc abria 20 segundos para Perez, e queria mais, já que pedia para a equipe autorização para fazer a melhor volta – que já era dele, diga-se. As posições dos primeiros se mantiveram até o fim, com Leclerc, Perez, Russell, Hamilton, Norris e Ricciardo. Depois deles, vieram Ocon, Bottas, Gasly e um surpreendente Ocon, que parou na penúltima volta para colocar macios e conseguiu os primeiros pontos da Williams no ano.

O resultado faz Charles Leclerc, chegar aos 71 pontos no campeonato, longe de qualquer outro. Depois dele, vêm Russell (37), Sainz (33), Perez (30) e Hamilton (28). Verstappen, competidor teoricamente mais forte, segue estagnado em 25.
A Fórmula 1 volta à pista no fim de semana de 22 a 24 de abril, em Ímola, para o GP da Emília-Romanha. Seguramente, a torcida da Ferrari estará em peso para empurrar o super-líder do campeonato.
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