Tudo vai mudar na Fiat até 2030. Veja como serão os novos Fastback e Argo
Líder de vendas no mercado brasileiro, a Fiat terá uma verdadeira revolução em sua linha de modelos nos próximos anos. De olho no crescimento das marcas chinesas, a montadora já confirmou ao menos cinco novos carros até 2030, sendo um lançamento por ano. O primeiro deles será a versão brasileira do Grande Panda, que vai substituir o Argo no país.
Foco em modelos globais
Hoje composta majoritariamente de modelos desenvolvidos no país, a linha passará a contar com carros globais, com foco em eletrificação e modelos mais alinhados aos demais mercados nos quais a Fiat está presente. A intenção é modernizar a linha de carros da marca italiana no Brasil com plataformas mais modernas, seguras e eficientes.

Atualmente, a Fiat conta em seu portfólio com os modelos Mobi, Argo, Cronos, Pulse, Fastback, Strada, Toro, Titano, 500e, Fiorino, Scudo e Ducato. De toda a linha, apenas 500e, Scudo e Ducato são projetos globais. Todo o restante, ou são produtos totalmente locais feitos no Brasil ou produzidos em países do Mercosul (Titano e Cronos).
Já na Itália – e no resto da Europa, a linha da Fiat é completamente diferente: Pandina (antiga geração do Panda), Tipo, 600, 500e, Topolino, Doblò, Scudo, Ducato e o Grande Panda. Os modelos Doblò, Scudo, Ducato e Topolino também contam com rebadges de outras marcas do grupo Stellantis.

Grande Panda é o primeiro modelo da nova fase da Fiat
O Grande Panda é um divisor de águas na linha da Fiat. Ele é o primeiro modelo da nova família global da marca italiana, e é feito sobre a plataforma modular Smart Car, a mesma do Citroën C3 e uma evolução da base STLA Small. A partir do novo Panda, a Fiat pretende unificar o seu portfólio atual em uma linha global de modelos.
No entanto, isso não significa que alguns modelos vendidos no Brasil sairão de linha. Isso porque, a tendência é a de que alguns carros da Fiat projetados aqui no Brasil se tornem produtos globais. É o caso do Pulse, Fastback e Strada, que terão novas gerações também vendidas em outros mercados fora da América Latina.

Pulse, Strada e Fastback devem se tornar carros globais
Em fevereiro de 2024, a Fiat revelou cinco carros conceito baseados no Panda: um hatch, um fastback, uma picape e dois SUVs, indicando o futuro de alguns dos modelos brasileiros. Isso também reflete a importância da filial brasileira da Fiat, que é a que mais vende carros da marca italiana no mundo inteiro.
Com isso, os futuros carros da marca compartilharão a mesma filosofia e tecnologia, com uma plataforma global única, que suporta motorizações a combustão, híbridas ou elétricas. No entanto, cada região deve ter algumas particularidades em relação ao design, equipamentos e motorização, com predominância dos híbridos-flex no Brasil, por exemplo.
No Brasil, o Fiat Grande Panda deve se chamar Novo Argo, embora ainda haja rumores de que o nome final será outro. Na Europa, a próxima geração do Fastback deve se chamar Koala, enquanto o Pulse pode ser vendido com a alcunha de Grizzly, com uma proposta mais familiar e podendo contar até mesmo com opções de sete lugares. Já a Strada, líder de vendas no mercado brasileiro desde 2021, pode manter o mesmo nome globalmente, uma vez que já foi comercializada anteriormente na Europa.
| Modelo Atual | Futuro Global / Nome Provável | Destaque |
| Argo | Novo Argo (Grande Panda) | Primeiro modelo da nova família global. |
| Fastback | Koala (Novo Fastback no Brasil) | Baseado no conceito de Fastback revelado em 2024. |
| Pulse | Grizzly (Novo Pulse no Brasil) | Nova geração do SUV pode ter sete lugares |
| Strada | Strada (Global) | Pode manter o nome devido ao histórico na Europa e pela força no Brasil |
| 500e | Fiat 600 | Cotado para substituir o 500e como opção elétrica/híbrida no Brasil |
Foco em eletrificação total
Além dos derivados do Panda, a Fiat também pode trazer o SUV 600 para substituir o 500e. O modelo foi mostrado no último Salão do Automóvel de São Paulo na versão esportiva Abarth 600e Scorpionissima, que oferece 280 cv (207 kW) e 345 Nm de torque, indo de 0 a 100 km/h em 5,9 segundos.

Em relação aos motores a combustão, a marca italiana apostará em mais tecnologias de hibridização, incluindo sistemas 12V e 48V que já equipam alguns dos modelos vendidos atualmente no Brasil. Fatores como a cotação cambial e a carga tributária podem influenciar na chegada de algum dos modelos, ou na mudança de estratégia da montadora. Seja como for, os próximos anos da Fiat no Brasil serão bem agitados para tentar manter a liderança do mercado.
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