Cresce o número de roubos e furtos de automóveis em São Paulo
De acordo com levantamento realizado pela Ituran, empresa de rastreamento veicular, com base no mais recente balanço desse tipo de ocorrência divulgado pela Secretaria da Segurança Pública do governo paulista, o número de roubos e furtos de automóveis, motos e comerciais leves apresentou crescimento de 12,7% nos dois primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2022.
O estudo mostra que em janeiro e fevereiro deste ano foram registrados 20.760 casos de roubos e furtos de veículos, contra 18.418 no primeiro bimestre do ano passado. Considerando a média de casos diários, também houve aumento: foram 352 ocorrências em fevereiro de 2023 contra 317 no mesmo mês do ano anterior, com elevação de 11,3%.
De acordo com os responsáveis pelo levantamento, o consumo de peças usadas em desmanches ilegais e na internet, tendo em vista a recessão econômica, foi um dos fatores que motivou este aumento.
Ainda segundo o estudo, o Brasil conta com mais de 100 milhões de carros em circulação, e muitos desses não têm qualquer tipo de seguro. Dados da CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais) mostram que apenas 30% dos carros que circulam no Brasil contam com seguro. Outras pesquisas apontam um número ainda mais alarmante. Cerca de 80% da frota nacional não tem seguro.
Demanda por seguro de autos no Brasil caiu 22,07% em abril
O INDS (Índice Neurotech de Demanda por Seguros), indicador que mede mensalmente o comportamento e o volume das consultas na plataforma da Neurotech, empresa pioneira em soluções de inteligência artificial aplicadas a seguros e crédito, mostra que houve queda de 22,1% na procura por seguros de automóveis no País.
Foi a primeira vez que o INDS registrou recuo no ano, após três meses aquecidos, entre janeiro e março de 2023, mas, apesar do primeiro resultado negativo de 2023, o índice apresentou avanço de 6,6% na comparação com abril do ano passado.
Na análise individual dos Estados que fazem parte do Índice, todos apresentaram queda na comparação com o último mês de março. O ranking ficou assim: São Paulo (-26,5%), Rio de Janeiro (-22,6%), Minas Gerais (-20,2%), Rio Grande do Sul (-17,8%) e Paraná (-14,9%). Na comparação anual entre abril de 2022 e 2023, o único estado que registrou crescimento da demanda foi o Rio Grande do Sul (7,8%).
Apesar da mudança de comportamento em relação aos meses anteriores, Daniel Gusson, diretor comercial da Neurotech, vê o movimento como esperado e mantém a expectativa otimista para o setor durante o restante de 2023. “O bom momento vivido entre janeiro e março elevou o patamar deste mercado, tornando qualquer recuo estatisticamente mais significativo. Vale lembrar que, por conta do aumento dos preços dos veículos novos e usados, o valor das apólices também registrou alta", explicou.
Gusson lembra ainda que a queda do indicador está relacionada à redução das vendas dos veículos novos. Segundo dados da Fenabrave, em abril foram emplacados 118.127 automóveis, um recuo de 19,18% em relação a março, quando o número somou 146.165 licenciamentos.
O executivo ressaltou que o INDS é medido através do volume de consultas. Ou seja, o impacto para as seguradoras pode ser até menor em relação àquilo que a queda no interesse revela.
“Nem todas as consultas registradas são efetivadas, pois a aceitação da apólice depende de diversas variáveis de risco que vão impactar no seu valor. O INDS serve como direcionamento do momento do mercado para as futuras ações estratégicas das seguradoras”, afirmou.
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