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Chevrolet se recupera na segunda quinzena e mantém 3º lugar, mas BYD está a 3 mil carros

Números finais de agosto de 2026 fornecidos pela Bright Consulting mostram crescimento da Chevrolet na segunda quinzena; veja o ranking top 15

Sergio Quintanilha

Sergio Quintanilha

01 de setembro de 2026 · 3 min de leitura

Chevrolet se recupera na segunda quinzena e mantém 3º lugar, mas BYD está a 3 mil carros

Uma nuvem carregada pairou sobre São Caetano do Sul na primeira quinzena de agosto de 2026, quando a Chevrolet caiu para 4º lugar no ranking, sendo ultrapassada pela BYD. O Guia do Carro procurou a GM. Uma fonte disse: “Vamos nos recuperar na segunda quinzena”. E assim foi feito. A Chevrolet manteve o 3º lugar, segundo dados antecipados ao Guia do Carro pela Bright Consulting, mas a BYD reduziu muito a diferença: agora está a 3 mil carros de distância.

A Fiat continua líder isolada com 48.427 unidades, seguida pela Volkswagen (41.403) e Chevrolet (27.504). Mas o trio de ferro depende fortemente das vendas corporativas, locadoras e frotistas. A Fiat registrou impressionantes 67,1% de seus emplacamentos via VD. Na Volkswagen, esse índice foi de 62,2%, e na Chevrolet, 53%.

CAOA Chery Novo Tiggo 7
MARCA VENDAS % VD
FIAT48.42767,1%
VOLKSWAGEN41.40362,2%
CHEVROLET27.50453,0%
BYD24.44126,7%
HYUNDAI17.01759,2%
TOYOTA13.56130,4%
GWM9.82514,2%
RENAULT9.78456,5%
HONDA9.67844,9%
JEEP9.02753,5%
GEELY7.5255,1%
NISSAN6.42954,9%
CHERY6.0143,8%
FORD4.70636,7%
OMODA3.6160,0%

O fenômeno do varejo

Quando o foco muda para o varejo – o consumidor comum que vai à concessionária fechar negócio –, o avanço das marcas chinesas é contundente. A BYD, além do volume expressivo que a colocou em 4º lugar, tem um índice de VD de apenas 26,7%. Isso significa que a esmagadora maioria de seus carros está indo direto para as garagens de clientes físicos.

O padrão se repete com a GWM, que garantiu a 7ª posição com 9.825 unidades e apenas 14,2% de vendas diretas. A invasão das montadoras de origem chinesa no Top 15 ganha ainda mais peso com a Geely na 11ª posição (5,1% de VD), a Chery em 13ª (3,8% de VD) e a Omoda, fechando a lista em 15º lugar com 3.616 carros e 0,0% de vendas diretas — ou seja, operação 100% focada no varejo puro.

O que isso significa para o futuro?

Os dados de agosto de 2026 reforçam que a transição energética e a chegada de novas tecnologias (elétricos e híbridos plug-in) remodelaram a percepção de custo-benefício do brasileiro. As montadoras asiáticas conseguiram atrair o cliente final oferecendo pacotes de equipamentos, autonomia e preços competitivos, deixando a briga pelas vendas em massa por CNPJ nas mãos das marcas tradicionais.

CAOA Chery Novo Tiggo 7

A questão que fica para os próximos meses não é apenas se a BYD conseguirá ameaçar o pódio da Chevrolet, mas até quando as gigantes tradicionais conseguirão sustentar suas margens dependendo de volumes tão altos no modelo de Vendas Diretas.

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