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Preço das baterias de carros elétricos está despencando, diz Goldman Sachs

Preço das baterias de carros elétricos está despencando, diz Goldman Sachs

Comprar um carro elétrico pode ficar bem mais em conta nos próximos anos porque o preço das baterias está despencando. É o que indica um novo estudo do Goldman Sachs divulgado pelo Electrek, que aponta uma redução no preço das baterias dos carros elétricos em um ritmo mais acelerado do que o previsto. Essa redução pode impactar o preço dos veículos eletrificados no Brasil.

A nova tendência segue o caminho oposto ao recente aumento nos preços devido à inflação e pelo encarecimento de metais essenciais para a fabricação das baterias. De acordo com o Goldman Sachs, a produção dos carros elétricos só se tornou viável por conta da queda do preço das baterias de lítio nos últimos 20 anos.

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Com a nova queda de preços, a previsão do Goldman Sachs é a de que os preços das baterias atinjam o patamar de US$ 99/kWh – cerca de R$ 485 em conversão direta até 2025. Esse valor representaria uma redução de 40% em relação aos preços praticados em 2022.

Para efeito de comparação, a previsão de queda anterior era de 33%. Para os próximos 7 anos – até 2030, é esperado que o preço das baterias seja reduzido em 11% ao ano, em média.

O estudo ainda estima que quase 50% da diminuição dos custos nas baterias se dará por conta do barateamento dos metais utilizados como matéria-prima, como lítio, cobalto e níquel. Apesar disso, o levantamento não considera especificamente o desenvolvimento de novas tecnologias, como as baterias de sódio da BYD.

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Além disso, é provável que algumas montadoras já tenham um custo de produção mais baixo do que a média atual de US$ 140/kWh (R$ 686). Dentre elas, é possível imaginar que a chinesa BYD – que produz baterias há mais de duas décadas inclusive para outras montadoras – e a Tesla com suas fábricas Gigafactories já tenham custos mais baixos.

Por outro lado, a redução dos custos nas baterias deve impactar diretamente na popularidade e nos preços dos carros elétricos em escala global, sobretudo em mercados emergentes como o Brasil.

Vale lembrar que hoje, além da necessidade de uma boa infraestrutura de carregamento, até mesmo mercados desenvolvidos como os EUA e Europa, ainda oferecem subsídios para os carros eletrificados, já que o carro elétrico popular ainda é o grande desafio para as montadoras tradicionais.

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