Indústria
Avanço relâmpago de híbridos chineses na Europa obriga UE e China a fecharem acordo
Com a disparada de carros híbridos e PHEVs chineses na Europa, União Europeia e China fecham acordo interino. Confira a análise da ACEA

Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA)
A União Europeia (UE) e a China chegaram a um acordo para “moderar” a exportação de carros híbridos chineses (HEV e PHEV) para a Europa, provavelmente pela metade. Em contrapartida, os dois lados concordam em melhorar o acesso à China para € 4 bilhões de produtos da UE.
O pacto — que cortará a importação de milhões de carros — surge em um momento de rápida expansão dos veículos elétricos híbridos e híbridos plug-in de marcas chinesas no mercado europeu. De acordo com os dados divulgados pela ACEA (Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis), a fatia de mercado das marcas chinesas na Europa disparou no primeiro semestre de 2026.
- Veículos Híbridos (HEVs): Subiram de 2% em 2024 para 14% em 2026
- Híbridos Plug-in (PHEVs): Saltaram de 2% em 2024 para 25% em 2026
O acordo interino anunciado pela Comissão Europeia e pela China foi considerado pela ACEA “um passo positivo para reduzir as tensões comerciais e os desequilíbrios no setor”.
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Acordo deve repercutir no Brasil
Segundo Sigrid de Vries, Diretora-Geral da ACEA, a transição precisa ocorrer de forma ordenada para evitar uma desestabilização severa e guerras de preços que afetem toda a economia europeia. Embora o acordo atual seja visto com bons olhos, a entidade ressalta que outros segmentos críticos, como o de ônibus e caminhões, também precisarão de atenção regulatória em breve para garantir a competitividade justa no continente.
A Agência Reuters informou que o ministério do comércio da China disse que também continuaria facilitando a aprovação de licenças de exportação para terras raras e ímãs permanentes por meio de um mecanismo de “canal verde”.
O acordo contra a União Europeia e a China deve repercutir no Brasil após o feriadão de 12 de Outubro, pois é parecido com o que a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) tem pedido com insistência. Porém, com a eleição presidencial indefinida, nenhum movimento deve ocorrer nas próximas semanas.
Alguns executivos de montadoras tradicionais — ouvidos pelo Guia do carro — acreditam que um possível governo Flavio Bolsonaro será mais restritivo às importações chinesas do que tem sido o governo Lula. Outros, porém, acreditam que barrar as tecnologias chinesas ao consumidor brasileiro não vai resolver o problema de defasagem tecnológica dos carros produzidos no Brasil. Pelo histórico, os governos Lula foram mais amigáveis à indústria automotiva do que o governo Jair Bolsonaro.





















