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Volkswagen ID. Tiguan é revelado com alcance de 600 km, telas retrô e design premium
Volkswagen revelou o novíssimo ID. Tiguan, SUV elétrico substituirá o ID.4 e ID.5 e chega em 2027 com 600 km de autonomia e telas exclusivas

Volkswagen ID. Tiguan 2027 (VW)
A Volkswagen decidiu unir o peso do seu SUV mais vendido desde 2017 à sua estratégia de eletrificação. O resultado é o inédito Volkswagen ID. Tiguan, modelo que acaba de ser revelado na Europa com uma missão de peso: substituir de uma só vez os elétricos ID.4 e o SUV-cupê ID.5 (que não terá continuação). A ironia do mercado global, no entanto, é que o modelo chega para aposentar o ID.4 exatamente no momento em que ele começa a ser vendido oficialmente no Brasil.
Com lançamento europeu previsto para o início de 2027, o ID. Tiguan não é apenas uma mudança de nome. Ele representa uma correção de rota significativa da Volkswagen em design, ergonomia e tecnologia, fundindo o lado informativo do seu desenvolvimento de engenharia com as duras lições aprendidas nos primeiros anos da família ID.
Design: fim das linhas arredondadas e volta da solidez
Uma das principais críticas ao ID.4 era o seu design considerado excessivamente arredondado, que parecia desajustado em relação à percepção de solidez e estabilidade historicamente associada à marca alemã. O ID. Tiguan resolve isso adotando a nova linguagem de design “Pure Positive”.
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Apesar de manter as proporções básicas do antecessor, o novo SUV exibe uma postura muito mais musculosa e estável. A dianteira traz uma nova faixa de LED em toda a largura, dividida por um logotipo iluminado da VW. O novo para-choque com cortinas de ar não é apenas estético: ele ajuda a reduzir o coeficiente de arrasto aerodinâmico (Cx) de 0,27 para 0,26. Em um claro retorno aos “valores fundamentais” da marca, o ID. Tiguan abandona as soluções complexas e traz de volta as clássicas e ergonômicas maçanetas de puxar nas portas.
A nomenclatura esportiva também muda. A sigla GTX foi descontinuada, dando lugar à versão topo de linha R-Line, que adiciona para-choques exclusivos, emblemas “R”, bancos esportivos com massagem e rodas de até 21 polegadas.
Motores, baterias e alcance
O inédito Volkswagen ID. Tiguan não é o líder absoluto de alcance em sua categoria global, mas as melhorias aerodinâmicas garantiram um ganho substancial em eficiência, em relação ao ID.4. O modelo será oferecido em três configurações mecânicas:
- Bateria de 58 kWh (tração traseira): Motor de 140 kW (190 cv), acelerando de 0 a 100 km/h em 8,5 segundos.
- Bateria de 77 kWh (tração traseira): Motor de 210 kW (286 cv), com 0 a 100 km/h em 6,6 segundos.
- Bateria de 77 kWh (tração integral 4Motion): Dois motores entregando 220 kW (299 cv), com 0 a 100 km/h em 6,3 segundos.
Dependendo da configuração, o ID. Tiguan pode alcançar até 600 km de autonomia no ciclo WLTP (no PBEV do Inmetro deve conseguir cerca de 420 km). O calcanhar de Aquiles do projeto, no entanto, continua sendo a arquitetura de carregamento: as velocidades máximas de recarga são de 105 kW (na bateria de 58 kWh) e 165 kW (na de 77 kWh). Ainda assim, é o suficiente para ir de 10% a 80% de carga em pouco menos de 30 minutos.
Para quem exige versatilidade, a capacidade de reboque saltou de 1.800 kg (no ID.4) para até 2.000 kg nas versões de 77 kWh. O modelo também ganhou o prático “frunk” (porta-malas dianteiro) de 32 litros, somado aos 534 litros do porta-malas traseiro, e passa a contar com o sistema de condução “one-pedal”.
Redenção ergonômica e as telas retrô
Se o exterior amadureceu, o interior do ID. Tiguan é onde a Volkswagen faz o seu maior “mea culpa”. A marca afirma ter retornado à sua “verdadeira filosofia”, o que na prática significa o fim das falhas ergonômicas que assombraram os VW recentes.
A mudança mais celebrada é o adeus aos terríveis botões capacitivos e controles deslizantes — que, infelizmente, está presente nos carros vendidos no Brasil. O ID. Tiguan recebe um novo volante multifuncional com botões físicos reais (herança do ID. Polo) e uma nova barra de botões físicos para o ar-condicionado e volume no console central. Na porta do motorista, a VW abandonou o botão de alternância e instalou quatro interruptores individuais convencionais para os vidros elétricos.

O painel foi completamente transformado e agora é dominado por três telas: o painel de instrumentos digital de 10 polegadas, uma enorme central multimídia de 15 polegadas, e a grande novidade: uma tela de 12 polegadas exclusiva para o passageiro. Graças à tecnologia de “modo de privacidade”, o carona pode assistir a vídeos, jogar ou navegar na internet sem que a imagem seja visível para o motorista, evitando distrações.
Para os entusiastas, a Volks adicionou uma pitada de nostalgia brilhante. Ao ativar o modo “Retrô” no volante, o painel de instrumentos digital abandona os gráficos modernos e passa a exibir os icônicos mostradores analógicos azuis e vermelhos do Golf IV. Já a tela central pode ser configurada para mostrar garagens virtuais com clássicos como o Golf GTI de primeira geração, Tiguan original e até mesmo o Fusca (Beetle).
Versões e mercado
Na Europa, o novíssimo Volkswagen ID. Tiguan elétrico entra em pré-venda já este mês (outubro de 2026), com preços partindo de 42.695 euros (cerca de R$ 239.000). No Brasil, somente com os 35% de imposto de importação esse preço já subiria para R$ 322.650. O novo Tiguan a combustão custa R$ 299.990, mesmo preço do ID.4 elétrico. Tudo indica que o ID.4 servirá de ponto para os consumidores brasileiros um dia chegarem ao ID. Tiguan. Não espere menos de R$ 400.000, se um dia for importado.
A gama do ID. Tiguan europeu será dividida em quatro versões: Trend (básica), Life, Style e a esportiva R-Line. Modelos mais caros poderão contar com a suspensão adaptativa DCC Sport (rebaixada em 15 mm), teto solar panorâmico, som Harman Kardon de 480 watts e carregadores duplos por indução padrão Qi2. Os preços das versões não foram divulgados.












































