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Combustão

Review: Hyundai i20 anda bem e agrada no uso (e tem um detalhe que intriga)

O Guia do Carro rodou uma semana com o novíssimo Hyundai i20 Ultimate, que tem motor TGDI de 115 cv, torque superior e surpreendeu no consumo

Review: Hyundai i20 anda bem e agrada no uso (e tem um detalhe que intriga)

O novíssimo Hyundai i20 passou pelo teste de uma semana do Guia do Carro e deixou algumas conclusões. Ele é uma evolução real do HB20 e um dia poderá estar disputando a liderança de sua categoria. Por enquanto, ainda vende menos do que o HB20: 3 mil unidades/mês contra 5,3 mil/mês, conforme o ranking de Agosto 2026.

Mas desde já é importante que o candidato a proprietário de um i20 saiba que esse carro não perdoa indecisão. Ou você o aceita como ele é – compra a ideia de Hatch compacto “100% a combustão” oferecida pela Hyundai – ou é melhor partir para outra. O Hyundai i20 é mais espaçoso e entrega uma vida a bordo bem mais aprazível. Dito isso, é um salto natural para quem já “cansou” de um HB20.

Torque superior ao do Polo e Onix

Ele anda bem, empurrado pelo motor 1.0 TGDI de 115 cv de potência e 171 Nm de torque com câmbio automático de 6 marchas. A primeira boa notícia é que no uso normal o turbo lag (retardo na resposta da aceleração) ficou muito menos perceptível do que no circuito fechado, onde dirigimos o Hyundai i20 no lançamento.

Hyundai i20 TGDI Ultimate (Cris Prado/Guia do Carro)

Mesmo assim, para quem pensa em trocar um HB20 pelo i20, já deve ter em conta que a novidade chegou com 5 cavalos a menos. Porém, o torque ficou igual e isso garante uma certa agilidade nas ruas. Em relação a hatches dessa categoria, o torque é superior ao do Volkswagen Polo Turbo e Chevrolet Onix Turbo (ambos com 165 Nm).

Mais do que design (externo e interno) e equipamentos, o que realmente nos agradou nessa versão topo de linha foi a ergonomia. É impressionante como o Hyundai i20 Ultimate acomoda bem o corpo do motorista no banco e ao volante. Você dirige relaxado, sente o motor trabalhando com mínimas vibrações e tem, visualmente, a sensação de estar num carro superior.

Hyundai i20 TGDI Ultimate (Cris Prado/Guia do Carro)Hyundai i20 TGDI Ultimate (Cris Prado/Guia do Carro)

O design do painel – englobando quadro de instrumentos digital, volante de direção e tela multimídia – é perfeito. Infelizmente, o acabamento ainda usa material sem nenhuma sofisticação, mas é preciso entender que as montadoras fazem carros para ganhar dinheiro e não por benevolência.

Tirante alguns jornalistas bem chatos, entretanto, ninguém entra num carro dando soquinhos no painel para ver se ele é duro ou macio. A pessoa vê, usa, passa as mãos. Tampouco é um gatinho para ser diariamente acariciado. E tudo bem, desde que não comece a fazer barulho aos 10.000 km. 

Consumo real: 16,2 km/l na estrada

O Hyundai i20 confirmou no dia a dia real tudo que havia “prometido” na avaliação em circuito fechado. E mais: entregou algumas médias de consumo realmente empolgantes. Chegamos a fazer média longa de 16,2 km/l de gasolina na estrada e média mista de 14,6 km/l num circuito cidade-estrada de 41 km.

Visualmente o Hyundai i20 é intrigante. Visto de frente, ele parece um carro elétrico e isso impressiona. Tem um design limpo, moderno, bem atual, principalmente pelo friso que liga os traços de led dos faróis. Provoca desejo. Visto de lado, o i20 mantém o encanto para os fãs de hatches e revela ousadia e inovação com uma curva acentuada para cima no final da linha de cintura. O design do teto em descida compõe uma lateral marcante. Há quem veja até um crossover ou um SUV de entrada no i20 – mas isso é um clamoroso exagero.

O que de fato intriga é o design traseiro. Ou melhor: a dificuldade que a Hyundai tem de fazer uma traseira bonita. Já foi assim com o HB20 e agora se repete no i20: a traseira simplesmente não combina com a dianteira — e isso é uma percepção quase unânime. Por causa disso, o Hyundai i20 não ganhou tantos elogios da crítica e do próprio público por seu design. Afinal, que o vê de frente, ama, mas quem o conhece ao ver a traseira acaba rejeitando o carro, que é muito bom.

Quanto ao preço de R$ 139.990 da versão Ultimate, é bastante salgado. Mas vamos deixar a análise do custo-benefício para o IGC (Índice Guia do Carro). A versão 1.0 TGDI mais em conta é a Limited, que custa R$ 125.990.

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