Produção do Golf GTI no México pode isentar hatch de imposto no Brasil
A Volkswagen confirmou há alguns meses que a produção do Golf retornará à fábrica de Puebla, no México, a partir de 2027. O projeto contempla as versões hatchback e perua da oitava geração (MK8.5). De acordo com informações do site Motor 1, a montadora agora estuda a viabilidade de produzir também a variante esportiva GTI no país latino, o que pode deixar os preços do modelo no Brasil mais baixos e maior disponibilidade de estoque.
Viabilidade técnica e logística
Durante um evento no Peru, Alexander Seitz, chairman da Volkswagen para a América do Sul, afirmou que a empresa analisa os custos logísticos e técnicos para a operação em Puebla. Produzir o Golf no México apresenta um custo por unidade inferior ao da planta de Wolfsburg, na Alemanha.

Além da eficiência produtiva, o principal fator para o mercado brasileiro é a questão tributária. Graças aos acordos comerciais entre Brasil e México, o Golf ficaria isento do imposto de importação de 35%, alíquota que atualmente incide sobre as unidades trazidas da Europa.
Ciclo de vida e eletrificação
A mudança estratégica é sustentada pelo longo ciclo de vida planejado para a oitava geração, que deve permanecer em linha até 2035. A partir de 2029, a Volkswagen lançará uma nova geração do Golf totalmente elétrica na Alemanha, que conviverá com o modelo a combustão por alguns anos.

Atualmente, a oitava geração do Golf é fabricada apenas na Alemanha e na China. O modelo comercializado hoje no Brasil chega via importação alemã, equipado com o motor 2.0 TSI de 245 cv e 370 Nm de torque, com transmissão DSG de sete marchas. Devido à carga tributária e custos de importação, o esportivo é oferecido em lotes limitados pelo valor de R$ 430 mil.
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