Avaliação
Novo Honda City 2027 muda visual e faz 21 km/l na estrada, mas vale a pena?
Com visual inspirado no Prelude, linha 2027 do Honda City ficou mais moderna, mas ainda cobra caro nas versões topo de linha; já dirigimos

Honda City 2027 (Divulgação Honda)
No fim de setembro, a Honda apresentou os novos City Hatchback e City Sedã no Brasil. Com mudanças no design, a dupla chega ao mercado com detalhes mais esportivos e novos equipamentos de série para encarar uma concorrência cada vez mais acirrada no segmento dos compactos. O Guia do Carro já teve a oportunidade de dirigir os novos Honda City 2027 no Brasil.
Por fora, as mudanças ficam concentradas na dianteira. Ambos os modelos ganharam novos faróis em LED – em todas as versões – e grade frontal que lembra o cupê Prelude. O para-choque também é novo, e traz linhas específicas para o hatch – de perfil mais esportivo e sedã – com estilo mais refinado. As rodas de até 16” também são novas. Já na traseira, o para-choque também traz novas linhas.
Para a versão hatchback, ainda há a estreia da versão RS (Road Sailing), que será a opção topo de linha para o modelo. Com visual esportivo – mas sem mudar a motorização – ela traz detalhes de acabamento escurecidos e as cores exclusivas Cinza Titanium e Vermelho Supernova. No interior, há detalhes em couro preto com costuras contrastantes em vermelho.
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Confira os preços e versões:
- City Hatchback LX – R$ 117.700
- City Hatchback EX – R$ 137.400
- City Hatchback EXL – R$ 144.800
- City Hatchback Touring – R$ 153.300
- City Hatchback RS – R$ 156.400
- City Sedan LX – R$ 117.700
- City Sedan EX – R$ 138.400
- City Sedan EXL – R$ 145.800
- City Sedan Touring – R$ 154.300
Ao volante do novo Honda City Hatchback e City Sedan
Durante o evento de test drive dos novos Honda City 2027, o trajeto incluiu uma viagem de ida e volta de São Paulo (SP) até São Roque (SP), em ambas as opções de carroceria. E mostra que a Honda apostou em manter as qualidades do modelo ao volante intactas na linha 2027, uma vez que a motorização continua a mesma: todas as versões trazem o motor 1.5 flex aspirado de 126 cv e 152/155 Nm (gasolina/etanol) de torque.

O câmbio é sempre um automático do tipo CVT. A receita se traduz em um carro confortável para o dia a dia e ágil em meio ao trânsito, sendo uma companhia agradável a quem procura um carro para o uso urbano e familiar. A posição de dirigir é boa, mais baixa do que a de um SUV compacto, mas levemente elevada por conta do posicionamento do tanque de combustível abaixo dos bancos dianteiros.
Na versão Hatchback, isso torna possível o recurso Magic Seat, herdado do Fit e que permite rebater os bancos para cima ou para baixo (formando um assoalho plano com o porta-malas), aproveitando melhor o espaço interno para transportar itens maiores. Na versão sedã, não há o sistema, mas o porta-malas de 519 litros oferece espaço de sobra.
Ao acelerar, o comportamento do City mostra um ajuste mais voltado ao conforto e economia do que ao desempenho. Até por isso, conseguimos médias de 21,2 km/l na estrada, um número digno de um carro híbrido. A direção elétrica é bem direta, e leve em manobras. Ao pisar mais fundo, o ruído do motor na cabine se eleva progressivamente, por conta do câmbio CVT – especialmente com a alavanca no modo S.

A suspensão tem ajuste levemente mais firme, característica comum aos carros da Honda. Até por isso, o comportamento dinâmico do City é muito equilibrado, sem inclinações da carroceria em curvas. A experiência ao volante do City Hatchback e Sedan se assemelha muito, sendo praticamente idêntica.
A versão Sedan conta com um arrasto aerodinâmico menor, enquanto o Hatchback é mais fácil de estacionar. Mas é algo praticamente imperceptível no dia a dia. O espaço interno também é um dos destaques da dupla, especialmente para quem viaja no banco traseiro. Ponto positivo para quem também procura o City para trabalhar com transporte por aplicativo, táxi ou simplesmente para viagens em família.
Sorria, você está sendo filmado
Um ponto negativo fica para a baixa resolução das câmeras do veículo. Pelo valor cobrado na versão topo de linha (R$ 154.300 no City Sedan), as câmeras poderiam ter resolução melhor. Além disso, o sistema LaneWatch – que ativa a câmera no retrovisor direito ao acionar a seta – funciona de forma intrusiva na central multimídia, tirando a visão da navegação por GPS momentaneamente. O recurso poderia funcionar em meia tela, ou até mesmo no painel de instrumentos.

O acabamento é bom para o segmento e traz bons encaixes, ainda que a grande maioria das peças seja em plástico rígido. A exceção fica para uma pequena faixa revestida em tecido sintético. Uma das novidades da linha 2027 foi a estreia da central multimídia de 10” com interface mais moderna e tela destacada do painel. Ela conta com funcionamento mais rápido do que o da anterior, e também oferece Android Auto e Apple CarPlay sem fio.
No entanto, ainda que ofereça suporte a multitoques para acionar funções sem tirar a atenção do motorista da estrada, sentimos falta dos comandos físicos. Na versão que testamos, a topo de linha Touring, o pacote de itens de segurança é bem recheado: inclui seis airbags, ACC, frenagem autônoma de emergência, manutenção, alerta e centralização de faixas, alerta de saída de faixa e farol alto/baixo adaptativo, entre outros itens.
Vale a pena levar o novo Honda City para casa?
Eu costumo dizer que o Honda City é uma das compras mais “seguras e racionais” do mercado brasileiro atualmente. Para quem ainda tem certo receio de carros eletrificados e de montadoras chinesas, ele é uma boa opção para quem procura uma combinação entre economia de combustível, bom espaço interno e confiabilidade sem abrir mão da qualidade de construção. A garantia total de 6 anos também é um ponto a favor do novo City.

A mudança visual também trouxe mais modernidade ao projeto, que já tem alguns anos de estrada no Brasil. No entanto, o preço da versão topo de linha é elevado e esbarra em modelos de segmentos superiores – alguns já eletrificados. Outro ponto é que a falta de eletrificação pode ser um entrave na hora de conseguir incentivos fiscais como isenção do IPVA em alguns estados brasileiros.























