Índice Guia do Carro
BAIC Arcfox T1 estreia com mais de 3.300 pontos no IGC de custo-benefício
BAIC Arcfox T1 Pro e Max alcançam Muito Bom Custo-Benefício no IGC. Veja as notas, os pontos e qual versão vale mais a pena

Arcfox T1: duas versões com mais de 3.300 pontos (BAIC)
O BAIC Arcfox T1 estreia no Brasil com uma combinação competitiva de espaço interno, autonomia e preço. Pelos critérios atuais do IGC (Índice Guia do Carro), as duas versões alcançam a classificação Muito Bom Custo-Benefício: a Pro soma 3.303 pontos, enquanto a Max chega a 3.353 pontos. O máximo são 5.000 pontos.
- BAIC Arcfox T1 Pro — R$ 129.900
- BAIC Arcfox T1 Max — R$ 139.900
Trata-se de um resultado excepcional e mostra que as duas versões serão bastante competiticas no mercado brasileiro, desde que a BAIC mantenha os preços de lançamento. Se os preços subirem, vamos corrigir o IGC para baixo. Veja a seguir a análise técnica e como os dois Arcfox T1 passaram de 3.300/5.000 pontos.
Arcfox T1 ganha pontos pelo espaço e pela eletrificação
As duas versões utilizam motor elétrico de 95 cv e bateria LFP de 42,3 kWh, com alcance homologado de 283 km pelo PBEV. Essa autonomia rende 283 pontos de eletrificação no IGC.
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O entre-eixos de 2,77 m garante nota A em espaço, enquanto o porta-malas de 459 litros assegura nota B em praticidade. A versão Max se destaca pelo teto panorâmico, bancos dianteiros mais completos, tecnologias de estacionamento e pacote de segurança com controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma e centralização na faixa.
A BAIC não divulgou a aceleração de 0 a 100 km/h. Por isso, o desempenho recebeu nota D conservadora, considerando os 95 cv e a velocidade máxima de 140 km/h. A conectividade ficou com nota C porque o material apresentado confirma a central de 15,6”, mas não informa integração com Apple CarPlay, Android Auto ou serviços conectados.
| Avaliação Técnica | Pro | Max | ||
|---|---|---|---|---|
| Nota | Pontos | Nota | Pontos | |
| Potência | D | 80 | D | 80 |
| Desempenho | D | 80 | D | 80 |
| Consumo | A | 200 | A | 200 |
| Espaço | A | 200 | A | 200 |
| Conforto | B | 160 | A | 200 |
| Praticidade | B | 160 | B | 160 |
| Conectividade | C | 120 | C | 120 |
| Tecnologia | B | 160 | A | 200 |
| Segurança | C | 120 | A | 200 |
| Carroceria | A | 200 | A | 200 |
| Pontos Técnicos | 1.480 | 1.640 | ||
Como foi calculado o IGC do Arcfox T1
Como o Arcfox T1 tem menos de 250 cv, o ticket de referência adotado é de R$ 200.000. A versão Pro recebe 1.540 pontos de valor, contra 1.430 pontos da Max. A diferença de preço retira 110 pontos da versão mais completa.
Por outro lado, a Max conquista 160 pontos técnicos adicionais em conforto, tecnologia e segurança. O ganho supera a perda no critério de valor e deixa a versão topo de linha 50 pontos à frente.
| Resultado IGC | Máx. | Pro | Max |
|---|---|---|---|
| Pontos Técnicos | 2.000 | 1.480 | 1.640 |
| Eletrificação | 500 | 283 | 283 |
| Pontos de Valor | 2.500 | 1.540 | 1.430 |
| Índice Guia do Carro | 5.000 | 3.303 | 3.353 |
Qual Arcfox T1 tem o melhor custo-benefício?
A versão Max vence o comparativo por uma margem pequena. Os equipamentos adicionais compensam os R$ 10.000 cobrados a mais, especialmente pelo pacote de segurança nível 2, teto panorâmico, recursos de estacionamento e bancos mais completos. A Pro, entretanto, continua atraente para quem deseja pagar menos, pois mantém o mesmo alcance de 283 km e termina apenas 50 pontos atrás.
Os resultados valem para os preços promocionais de lançamento. Se a BAIC alterar os valores depois da promoção, os pontos de valor e o IGC também precisarão ser recalculados.
Veredicto
Com 3.303 pontos, o BAIC Arcfox T1 Pro tem Muito Bom Custo-Benefício. A versão Max chega a 3.353 pontos e também fica na mesma classificação, mas assume a liderança da linha. A diferença pequena mostra que a escolha depende do orçamento: a Pro oferece a melhor porta de entrada, enquanto a Max justifica o preço superior com mais conforto, tecnologia e segurança.
Como funciona o IGC
O Índice Guia do Carro (IGC) foi criado para comparar automóveis diferentes por critérios objetivos, combinando desempenho técnico, eficiência, eletrificação e relação entre preço e conteúdo.
A filosofia do método é simples: o IGC não premia marcas, tecnologias ou categorias por si só — premia o resultado que o carro entrega. No valor, importa quanto o veículo oferece em relação ao preço e à sua faixa de potência.
O IGC é formado por três componentes:
Pontos Técnicos — até 2.000 pontos: dez critérios avaliados de A a E. A nota A vale 200 pontos; B, 160; C, 120; D, 80; e E, 40 pontos.
Bônus de Eletrificação — até 500 pontos: veículos com alcance 100% elétrico homologado pelo PBEV/Inmetro recebem um ponto por quilômetro, limitado a 500 pontos. Híbridos convencionais sem alcance elétrico homologado recebem cinco pontos, enquanto os híbridos em série recebem dez pontos. Os semi-híbridos não recebem pontuação de eletrificação.
Pontos de Valor — até 2.500 pontos: o preço considerado é comparado com o ticket médio correspondente à faixa de potência. As referências são R$ 200.000 para carros de até 250 cv, R$ 300.000 para modelos de 251 a 400 cv e R$ 400.000 para veículos com mais de 400 cv. O resultado ainda pode receber o bônus de vendas do Top 10 do semestre anterior.
A fórmula dos Pontos de Valor é:
(ticket médio da faixa ÷ preço considerado) × 1.000
A pontuação máxima do IGC é de 5.000 pontos. Quanto maior o resultado, melhor é a relação entre preço, conteúdo, desempenho, eficiência e eletrificação.
| Pontuação IGC | Classificação de Custo-Benefício |
|---|---|
| 4.000 a 5.000 | Excepcional |
| 3.500 a 3.999 | Ótimo |
| 3.000 a 3.499 | Muito Bom |
| 2.500 a 2.999 | Bom |
| 2.000 a 2.499 | Regular |
| 0 a 1.999 | Baixo |























