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SUV elétrico MG IM 6 brilha no custo-benefício do IGC nas duas versões

MG IM6 Signature e Performance são avaliados no IGC. Veja qual versão tem o melhor custo-benefício entre R$ 368.990 e R$ 439.990

SUV elétrico MG IM 6 brilha no custo-benefício do IGC nas duas versões

O MG IM 6 estreia no Brasil com duas versões e uma conclusão curiosa no Índice Guia do Carro (IGC): a Performance obteve 3.309/5.000 pontos e superou a Signature, que custa muito menos e marcou 3.121/5.000 pontos. As duas alcançaram a classificação de Muito Bom Custo-Benefício, mas a configuração mais potente compensou o preço R$ 71.000 maior com desempenho, alcance elétrico e uma faixa de potência mais elevada.

Avaliação Técnica (IGC)

As duas versões têm 4,90 m de comprimento, 2,95 m de entre-eixos, direção nas quatro rodas, teto solar panorâmico, bancos dianteiros elétricos e ventilados, ar-condicionado de duas zonas, câmera de 540°, sete airbags e um amplo conjunto de assistências ao motorista. Também são comuns o painel digital de 26,3”, a tela central de 10,5”, o aplicativo IMOS, o Wi-Fi, o carregador por indução e o sistema de som com 20 alto-falantes.

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O IM 6 Signature tem 295 cv, bateria de 75 kWh, tração traseira e aceleração de 0 a 100 km/h em 6,4 segundos. Seu alcance homologado pelo Inmetro é de 348 km. O IM 6 Performance combina dois motores, 752 cv, tração integral, bateria de 100 kWh e aceleração de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos. O alcance sobe para 400 km, e a versão acrescenta suspensão a ar, amortecimento ativo e arquitetura elétrica de 800 V.

A tabela consolidada do PBEV ainda não apresenta os dados detalhados de consumo do IM 6. Pela relação entre o alcance homologado e a capacidade útil das baterias, a eficiência calculada é de aproximadamente 4,7 km/kWh na Signature e 4,1 km/kWh na Performance. As duas receberam nota A em Consumo nesta avaliação inicial.

Avaliação
Técnica
Signature 75 kWh Performance 100 kWh AWD
Nota Pontos Nota Pontos
Potência A 200 A 200
Desempenho B 160 A 200
Consumo A 200 A 200
Espaço A 200 A 200
Conforto A 200 A 200
Praticidade A 200 A 200
Conectividade A 200 A 200
Tecnologia A 200 A 200
Segurança A 200 A 200
Carroceria A 200 A 200

Cálculo do custo-benefício (IGC)

Com 295 cv, o IM 6 Signature utiliza o ticket médio de R$ 300.000. A fórmula dos Pontos de Valor é (R$ 300.000 ÷ R$ 368.990) × 1.000, resultando em 813 pontos. Somados aos 1.960 pontos técnicos e aos 348 pontos de eletrificação, o resultado é de 3.121/5.000 pontos.

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Já o IM 6 Performance supera 400 cv e, por isso, utiliza o ticket médio de R$ 400.000. O cálculo (R$ 400.000 ÷ R$ 439.990) × 1.000 resulta em 909 Pontos de Valor. Com 2.000 pontos técnicos e 400 pontos de eletrificação, a versão alcança 3.309/5.000 pontos. Não foram acrescentados opcionais nem bônus de vendas.

Resultado IGC Máx. Signature
75 kWh
Performance
100 kWh AWD
Pontos Técnicos 2.000 1.960 2.000
Bônus de Eletrificação 500 348 400
Pontos de Valor 2.500 813 909
Índice Guia do Carro 5.000 3.121 3.309

Veredicto

As duas versões do MG IM 6 alcançam a classificação de Muito Bom Custo-Benefício, mas a Performance vence a comparação por 188 pontos. A vantagem é formada por 40 pontos técnicos adicionais, 52 pontos de eletrificação e 96 Pontos de Valor.

A Signature continua sendo a escolha mais racional para quem pretende gastar menos e não precisa de 752 cv. No IGC, entretanto, os números mandam, e a versão a Performance justifica melhor o preço: além de acrescentar tração integral, suspensão a ar e arquitetura de 800 V, ela combina desempenho de supercarro com alcance elétrico maior e entra em uma faixa de potência cujo ticket médio é de R$ 400.000.

Como funciona o IGC

O Índice Guia do Carro (IGC) foi criado para comparar automóveis diferentes por critérios objetivos, combinando desempenho técnico, eficiência, eletrificação e relação entre preço e conteúdo.

A filosofia do método é simples: o IGC não premia marcas, tecnologias ou categorias por si só — premia o resultado que o carro entrega. Por isso, um híbrido não recebe pontos extras apenas por ser híbrido, assim como um elétrico não ganha automaticamente a pontuação máxima. Na eletrificação, vale o alcance 100% elétrico homologado. No valor, importa quanto o carro entrega em relação ao preço e à sua faixa de potência.

IM 6 Performance AWD (Divulgação MG)

O IGC é formado por três componentes:

Pontos Técnicos — até 2.000 pontos: dez critérios avaliados de A a E.

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Bônus de Eletrificação — até 500 pontos: um ponto para cada quilômetro de alcance 100% elétrico homologado pelo PBEV/Inmetro.

Pontos de Valor — até 2.500 pontos: compara o preço considerado com o ticket médio da faixa de potência e pode incluir o bônus de vendas do Top 10 do semestre anterior.

Nos Pontos Técnicos, cada nota tem valor fixo: A vale 200 pontos; B, 160; C, 120; D, 80; e E, 40 pontos.

Os Pontos de Valor usam tickets médios diferentes conforme a potência: R$ 200.000 para veículos de até 250 cv; R$ 300.000 para modelos de 251 a 400 cv; e R$ 400.000 para veículos com mais de 400 cv.

A fórmula é: (ticket médio da faixa ÷ preço considerado) × 1.000.

O resultado final é enquadrado nas seguintes faixas:

Pontuação IGC Classificação de
Custo-Benefício
4.000 a 5.000 Excepcional Custo-Benefício
3.500 a 3.999 Ótimo Custo-Benefício
3.000 a 3.499 Muito Bom Custo-Benefício
2.500 a 2.999 Bom Custo-Benefício
2.000 a 2.499 Regular Custo-Benefício
0 a 1.999 Baixo Custo-Benefício

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