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Invasão de pneus importados ou preços mais justos? Abidip defende a concorrência
Associação afirma que a alta dos pneus importados no Brasil reflete eficiência, beneficiando o consumidor, e pede redução de impostos no setor

Pneus devem ter reserva de mercado? (Divulgação)
Não são apenas as montadoras que estão em guerra comercial. A discussão sobre o avanço dos pneus importados no Brasil também está quente e voltou ao centro do debate econômico. Para a Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Pneus (Abidip), o aumento da oferta de produtos estrangeiros deve ser analisado como evolução e concorrência, e não como uma “invasão” de mercado.
Segundo Ricardo Alípio, presidente da entidade, a competitividade dos pneus de fora — que já chegam ao país sobrecarregados com custos de transporte internacional, armazenagem e tributos — é explicada por fatores como escala, tecnologia e produtividade. O executivo reforça que práticas ilegais, como dumping e fraude, devem ser investigadas e punidas pelo Estado, mas não presumidas como regra.
Como o preço dos pneus impacta diretamente os custos de caminhoneiros, agricultores e motoristas de aplicativo, a Abidip alerta que medidas criadas para reduzir a concorrência podem elevar os preços de forma artificial, afetando a logística nacional e a inflação.
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Para equilibrar o setor e fortalecer o mercado, a associação defende a criação de políticas públicas voltadas à redução de custos estruturais. Entre as propostas estão a desoneração de matérias-primas, a redução da carga tributária com uniformização do ICMS em 12% e a implementação do Finame Pneus, que permitiria o financiamento de pneus nacionais e importados certificados pelo Inmetro. Além disso, a entidade cobra maior fiscalização de rotas ilegais e rastreabilidade obrigatória.
“Quando um produto conquista o consumidor por ser uma alternativa competitiva, isso é concorrência, não invasão”, conclui Alípio, reforçando que o consumidor brasileiro deve ser o grande beneficiado por um mercado com liberdade de escolha.













