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Hamilton e Verstappen: quando a esperteza é grande…

Sergio Quintanilha

Sergio Quintanilha

11 de janeiro de 2022 · 3 min de leitura

Hamilton e Verstappen: quando a esperteza é grande…

No esporte a motor, as regras geralmente tem seu limite testado sempre. Na F1, não é diferente. Quantas vezes não vimos casos de regras serem quebradas por interpretações "marotas" de regulamento? É caso para outra coluna…

Mas o primeiro dia do GP do Brasil foi um prato cheio para os dublês de técnicos e advogados. O primeiro ato da peça se dá com a convocação de Lewis Hamilton e a Mercedes para conversar sobre o acionamento do DRS após o treino classificatório para a Sprint Race.

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Alegaram os técnicos da FIA que o DRS do carro 44 não respeitava o limite máximo da abertura do elemento da asa traseira, que é de 85mm (ou 8,5 cm). Este ponto está no item 3.6.3 do Regulamento Técnico e seu esclarecimento veio em uma das famigeradas "Diretrizes Técnicas" da FIA, que ficam somente para consumo interno das equipes e podem ser posteriormente incorporadas às regras.

Ora, se o elemento abria mais do que permitido, dava maior vantagem nos trechos de alta. Quanto mais aberta a asa, menos arrasto, menos resistência do ar e maior velocidade. Porém, como a FIA descobriu isso? Ora, a versão corrente em Interlagos e que ganhou as redes é que Adrian Newey e Paul Monaghan,  Diretor Técnico e Chefe de Engenharia da Red Bull respectivamente, foram um pouco antes do treino de classificação "indicar" algo de curioso" no DRS da Mercedes. Ato contínuo, houve a chamada.

A discussão levou um tempo e os comissários decidiram desmontar e lacrar a asa e tomar uma decisão final no sábado pela manhã. Acabou aqui, certo? Asa fora de medida, Hamilton punido… Sabe de nada, inocente!

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Max Verstappen, que está na liderança do campeonato, ao final do treino, encostou na asa traseira do carro de Hamilton, como se estivesse verificando. As imagens também correram as redes e o piloto do carro 33 também foi chamado para conversar, pois teria descumprido a regra de parque fechado, onde os carros só podem ser tocados ou mexidos com autorização. (Artigo 2.5.1 do Regulamento Esportivo Internacional).

A punição pode ir de puxão de orelha à desclassificação (uma reprimenda é mais provável). O fato é que, querendo ser esperto, Verstappen acabou por dar o motivo que a Mercedes queria para se livrar da punição. Afinal, quem pode provar que o toque do Max não pode ter afetado a peça? E a regra do parque fechado fica como?

Eis o famoso caso em que "a esperteza quando é grande demais, come o esperto". Em uma disputa tão grande como essa, a vitória nem sempre vem da pista….

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