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Porque a Haas escolheu Magnussen

A eterna volta: Magnussen tem mais uma chance na F1
Não deixou de ser uma surpresa o anúncio do retorno de Kevin Magnussen para a Haas. O dinamarquês não estava na lista de postulantes à vaga de Nikita Mazepin e só apareceu com força na última terça-feira. Alguns até cravaram Nico Hulkenberg, mas não foi à frente.
Principalmente pelo lados dos brasileiros, houve uma grande decepção. Muitas pessoas deixaram claro sua insatisfação com a decisão da equipe americana. A esperança era que Pietro Fittipaldi fosse confirmar sua posição como titular. Após a confirmação de Gene Haas que ele andaria nos testes desta semana no Bahrein, muitos julgaram uma questão de tempo e não foram poucos que “cravaram” a notícia.
Mas como escrevi em meu perfil no Twitter, não é momento de satanizar a Haas e muito menos Magnussen. Diante dos nomes que apareceram, talvez fosse a melhor escolha: conhece bem a equipe, tem a confiança de todos, é novo (29 anos) e vem trazendo uma boa quantia para o time, recompondo parte das finanças que sofreram um grande abalo com a saída da Uralkali.
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Alguns até questionaram: por que não investir em um jovem? Se fosse neste aspecto, do que se desenhava, a minha escolha direta seria Oscar Piastri. O australiano vem atropelando e não ter uma vaga para ele na F1 é a prova cabal de que é necessário termos mais equipes na categoria e acreditar mais na juventude…
Só que a Haas não se pode dar ao luxo de arriscar mais. Mesmo se Mazepin não tivesse saído, a equipe fez uma aposta consciente de focar suas energias na mudança do regulamento para poder ter alguma vantagem. Mesmo se aproveitando de toda a estrutura da Ferrari, o VF-22 aparentemente não mostrou a capacidade de dar o salto que a Haas esperava. Ao menos até neste momento.
A situação criada pela retirada da Uralkali e todo seu aporte financeiro acaba por deixar as opções mais limitadas. Por isso a escolha por um piloto mais experiente. Dentro do quadro, é uma decisão extremamente pensada. Magnussen é um piloto que pode sim ajudar o time a evoluir e até mesmo pode vir com o espírito de mostrar o que é realmente é capaz e tirar a imagem de “afobado” que vários tem. E não podemos desconsiderar também os euros dinamarqueses trazidos….
Ainda sobre Magnussen: chama a atenção o termo “multianual” no comunicado distribuído. Estaria a Haas se preparando para uma saída de Mick? Não podemos esquecer que o alemão é piloto Ferrari e não são poucos que gostariam de vê-lo em breve em um dos carros da Rossa. O “problema” é que Sainz Jr caiu no gosto de Maranello e deve garantir uma prorrogação de contrato logo. Leclerc parece inamovível de seu lugar.
Sobre Pietro: resta a ele agora aproveitar o trabalho da melhor forma e fazer seu papel. Tem chance de ser titular na F1 ? Sim, mas a janela vai se fechando cada vez mais e se faz necessário olhar para outros cenários em volta. F1 é o topo, mas existem outros lugares onde a grama é bem verde. E o sobrenome Fittipaldi tem um apelo em vários pontos do planeta.
Claro que seria bacana vê-lo de volta e não podemos negar o aspecto patriótico. Foi bacana ver a mobilização nas redes sociais nos últimos dias. Entretanto, em uma análise fria, dos nomes que foram considerados, ele era o que estava em posição menos favorável. Embora reserva oficial, não tem tido tanto trabalho de pista e isso faz parte, mesmo hoje com a complexidade envolvida no processo do carro e dos testes em simulador. Sem contar o aspecto financeiro: montar um pacote de, pelo menos, R$ 60 milhões em pouco tempo é complicado.
Mas o caso em questão mostra a importância da valorização da base. Ok, boa parte dos pilotos não são digamos, assim, “despossuídos”. Quem é da área vai repetir mais uma vez: é preciso trabalhar o material humano e as categorias para que possamos ter mais pilotos com possibilidade de chegar não só à F1, mas tantas categorias de alto nível. Isso ajuda a ter mais atenção do público e desenvolver novos patrocinadores. A receita já existe. Entretanto, é necessária uma grande autocrítica de todos os envolvidos no processo. Imprensa e público inclusos.
Caso contrário, ficaremos somente lembrando de nosso passado glorioso e esperando que surja uma nova fileira praticamente em geração espontânea, quase que por obra do Espírito Santo, para que a centelha faça que fogo volte a pegar forte novamente. Fora isso, não vai adiantar muito agitação em rede social.















