3 mulheres, 2.400 km e um Jeep Compass: a viagem que surpreendeu
Quando decidi que ia de carro de São Paulo até Foz do Iguaçu, a primeira coisa que pensei foi: preciso de um carro em que eu confie. Não era uma viagem qualquer. Seriam quase 2.400 km, eu dividindo a direção com minha prima Aline, a outra prima Mona junto, e o Miguel — filho da Aline, ainda pequeno — no banco de trás.
Três mulheres, uma criança, bagagem para vários dias, estrada longa. Escolhi o Jeep Compass Série S T270 2026 apostando na segurança e na confiabilidade. E a aposta foi certa.
As estradas de São Paulo e do Paraná
Saímos de São Paulo rumo ao interior. Passamos por Ourinhos, cruzamos a divisa com o Paraná, fizemos parada em Londrina — na ida e na volta. Esse ritmo faz sentido quando se viaja com criança: não é questão de fraqueza, é organização. Londrina quebrou bem a distância e deixou a segunda parte da viagem mais leve.








A estrada pelo interior tem uns 300 km de pista simples (todos no Paraná). É nesse trecho que o Compass mostrou o que tem de melhor. Nas ultrapassagens, como sempre, usei as borboletas no volante para antecipar as marchas — isso trouxe respostas mais rápidas do motor, mais segurança na hora de ultrapassar os caminhões e melhor controle geral.
O câmbio automático de 6 marchas não tem aquela monotonia dos câmbios CVTs. E o T270 Flex, motor 1.3 turbo de 176 cavalos, tem o que precisa para esse tipo de estrada. Você não fica na mão.
Na chuva, o Compass não vacilou
Grande parte do Paraná pegamos com chuva forte. É justamente aí que você descobre o caráter do carro. O Compass manteve ótima estabilidade, direção firme, aderência segura e comportamento previsível o tempo todo. Nenhum momento de susto. Para mim, que estava com criança no carro, isso pesou muito.
O monitoramento de ponto cego também ajudou nas ultrapassagens com pista molhada — ele avisa quando tem algo no lado e você não precisa adivinhar.
Conforto que faz diferença em viagem longa
A experiência ao volante é um dos pontos mais fortes do Jeep Compass. O banco tem ajuste elétrico, o volante regula bem, e a posição de dirigir é confortável e ergonômica. Eu e a Aline nos revezamos ao longo de todo o percurso e chegamos sem aquela dor nas costas que viagem longa costuma deixar. Dirigir por horas se torna muito mais agradável num SUV alto e bem equipado.
A multimídia do Compass Série S é prática e intuitiva. Conectei o celular uma vez e funcionou sem preocupações até o final. Em viagem, isso conta — você não quer ficar lutando com tecnologia na estrada.
Parada no Castelletto, em Matelândia
Na BR-277, perto de Matelândia, tem o Castelletto Restaurante — um castelo de pedra que parece deslocado no tempo e no lugar, no sudoeste do Paraná. Paramos para fotografar e acabou virando uma das melhores memórias da viagem. O Compass branco na frente do castelo de pedra ficou bonito demais. Ele não é uma novidade visual, mas chamou atenção.

Porta-malas e espaço interno
A viagem foi feita em quatro pessoas e o porta-malas atendeu muito bem. Mesmo parecendo compacto à primeira vista, ele oferece um aproveitamento muito eficiente e comportou todas as bagagens sem aperto. Compramos seis caixas de vinho na Argentina e não precisamos deixar nada para trás.
Consumo
Com gasolina, o Compass fez 13,6 km/l em pista dupla e 12,4 km/l em estrada simples. Para um SUV desse tamanho, carregado de gente e bagagem, é um consumo equilibrado e honesto. Nossa média foi bem melhor do que a do PBEV do Inmetro: 12,1 km/l na estrada. O segredo foi dirigir de olho no contagiros, mantendo a rotação do motor sempre entre 2.000 e 2.500 rpm.

Segurança: o que estava lá o tempo todo
O Compass Série S tem 7 airbags, frenagem automática de emergência, alerta de colisão frontal, detector de fadiga e assistente de partida em rampa, entre outros. Nenhum precisou atuar — que é exatamente o que você quer. Mas viajar sabendo que esses sistemas estão funcionando muda sua cabeça. Você fica mais tranquila. E tranquilidade em estrada, com criança no banco de trás, não é detalhe.
Vale dizer que essa versão também tem assistante de estacionamento, para quem tem essa dificuldade ao volante. Não usamos.

Preço do Compass Série S 2026
O Jeep Compass Série S T270 2026 é o topo de linha entre as versões flex, porque a Limited não está mais à venda. Ele tem rodas de 19 polegadas e acabamento escurecido. Preço: R$ 233.990. É um investimento alto, especialmente considerando o valor de alguns SUVs chineses que chegaram ao Brasil, mas o carro entrega o que promete — e nessa viagem, superou as expectativas.
Foram quase 2.400 km. Voltei confirmando a escolha que fiz antes de sair. O Jeep Compass continua sendo um carro confiável.
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