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CEO da F1 fala sobre calendário de 2022, que terá 23 etapas

CEO da F1 fala sobre calendário de 2022, que terá 23 etapas

Apesar das dificuldades operacionais provocadas pela pandemia de covid-19, que encurtou e alterou o calendário de 2020 da Fórmula 1, a categoria está realizando em 2021 a temporada mais longa de sua história, com 22 corridas. Para o ano que vem, a ideia é que o campeonato seja ainda mais extenso, com a realização de nada menos que 23 Grandes Prêmios. 

Stefano Domenicali, o CEO da F1, antecipou ao canal Sky Sports algumas informações sobre o calendário temporada de 2022 da categoria, que será revelado oficialmente no final do mês de outubro. “O que posso adiantar é que teremos 23 corridas. Claro que seremos muito respeitosos quanto aos protocolos de covid de diferentes governos ao redor do mundo, mas o objetivo é que a F1 possa dar sinais de esperança e de voltar as coisas ao normal para as pessoas aproveitarem.” 

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Domenicali antecipou quando será iniciado e terminado o mundial da categoria: “Uma coisa que posso contar sem revelar muito é que a temporada do ano que vem vai começar em meados de março e terminar em meados de novembro”. Para termos de comparação, a temporada de 2021 se encerrará em 12 de dezembro. 

A última vez que a F1 fez uma temporada no período indicado por Domenicali foi em 2010, quando a decisão do campeonato foi em Abu Dhabi num 14 de novembro – a famosa corrida em que Fernando Alonso ficou preso atrás de Vitaly Petrov e Sebastian Vettel conquistou seu primeiro título na categoria. Naquele ano, o campeonato teve 19 corridas, 4 a menos que o planejado para 2022. 

Sem mencionar as reclamações das equipes acerca das datas apertadas, especialmente nas rodadas triplas, Domenicali acredita que é possível fazer tantas corridas de forma adequada: “A ideia é garantir que o calendário tenha o ritmo certo”, afirmou. “Claro que há considerações relacionadas aos períodos necessários para garantir que o fluxo seja o correto, logisticamente.” 

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Formato sprint ganhará espaço em 2022 
Outra revelação importante foi quanto à classificação em formato sprint, que estreou na categoria em 2021. Trata-se da corrida curta realizada aos sábados para definir o grid da corrida principal de domingo. O sistema foi testado esse ano nos GPs da Inglaterra, Itália, e será aplicado também no Brasil, em Interlagos. 

Domenicali contou que a maioria das respostas que tem recebido sobre o novo formato são positivas, especialmente dos organizadores e patrocinadores. “Os promotores estão super felizes porque há algo novo e importante na sexta, no sábado e no domingo.” 

Mas sinaliza que a categoria está atenta às críticas que têm sido direcionadas ao modelo sprint, que vieram de pilotos, equipes e até de Jean Todt, presidente da FIA: “Para o ano que vem, temos um ótimo plano, em que consideramos também os pontos destacados por aqueles que não gostaram do formato”. 

O intuito da F1 é levar o modelo a um terço dos GPs. Ou seja, serão 7 ou 8 vezes no ano. “Posso dizer que não vamos a todos os lugares com o formato sprint”, afirmou Domenicali. “É algo que queremos manter para um terço das corridas, mais ou menos. Conectar com uma certa forma diferente de dar recompensas e pontos e conectar com circuitos específicos em que você sabe que podem fazer a diferença. 

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