News
Acordo Europa e China sobre invasão de carros indica caminho para o Brasil
Quanto ao Brasil, as reações do Governo Federal são lentas e passam a impressão de continuar com a longa sinalização de “boas vindas”

Espaço da chinesa Zeekr no Salão de Paris 2026 (Geely)
A União Europeia (UE) resolveu agir e acaba de emplacar um acordo inicial por quatro anos para limitação das exportações provenientes da China, especificamente de automóveis híbridos e híbridos plugáveis. Segundo a agência noticiosa Reuters, autoridades do país asiático disseram que a China não era a causa principal dos problemas da UE, mas sim um parceiro na sua resolução. Trata-se, na realidade, de resposta em tom diplomático a uma “invasão” anterior de automóveis 100% elétricos.
Para o presidente da França, Emmanuel Macron, a medida permitirá “proteger melhor o mercado europeu contra a concorrência desleal”, de acordo com a agência noticiosa France Press. Cinco anos atrás, apenas 1% do mercado na Europa era ocupado por produtos chineses e subiram agora para 10%. Com o acordo haverá uma cota limitada a 300.000 híbridos/ano.
Ainda como grande importador de petróleo, a China estimulou com altos subsídios a migração para elétricos e híbridos, além de impor restrições de acesso das marcas europeias ao seu gigantesco mercado interno de cerca de 30 milhões de veículos por ano. No entanto, este volume já dá sinais preocupantes de certa saturação e a ordem do governo de partido único foi exportar a qualquer custo.
Leia também
Fábricas de marcas chinesas já resolveram se instalar no continente europeu para contornar a situação. Terão que lidar com combativos sindicatos de operários, além de outros custos explícitos e implícitos. Na China há sindicatos, contudo sem confrontar o governo central com greves.
Quanto ao Brasil, as reações do Governo Federal são lentas e passam a impressão de continuar com a longa sinalização de “boas vindas”. Demorou muito até aumentar alíquota máxima do imposto de importação para “camaradas” 35%, em contraste a outros países. Na União Europeia alíquota máxima é de 48%, podendo chegar a 64%, dependendo do fabricante. Nos EUA a taxação para automóveis chineses começa em 125% e chega a estratosféricos 247%.
Obviamente, nosso País não deve aproximar-se destes extremos. Porém, os 35% continuam a significar mais um “convite” do que realmente alguma barreira, a fim de preservar empregos e a saúde financeira da longa cadeia produtiva nacional.






















