Índice Guia do Carro
Ford Maverick Hybrid: uma picape completa e econômica, mas o preço pesa no custo-benefício
Maverick Hybrid combina 194 cv, bom consumo e pacote completo, mas o preço acima do ticket médio reduz sua pontuação no IGC.

Ford Maverick Hybrid 2026 (Sergio Quintanilha/Guia do Carro)
O Ford Maverick Hybrid combina motor 2.5 a gasolina com propulsão elétrica, tração AWD e potência combinada de 194 cv. A picape custa R$ 239.900 e é a versão eletrificada da gama. A Maverick tem bom pacote de segurança, conectividade completa e uma das melhores médias de consumo entre as picapes. No IGC consolidado, porém, a tecnologia híbrida não recebe pontos automaticamente: a eletrificação é medida pelo alcance 100% elétrico homologado. Veja como a Maverick Hybrid se sai nos critérios técnicos, de valor e na eletrificação.
Preço básico: R$ 239.900
Faixa de referência: até 250 cv
Ticket médio da faixa: R$ 200.000
A Maverick é a primeira picape híbrida do mercado brasileiro. A Ford optou por um sistema HEV pleno, com tração elétrica limitada e sem necessidade de carregamento, o que dá bastante praticidade no uso e ajuda na redução de consumo de gasolina, que passa de 15 km/l no ciclo urbano. Além disso, a Maverick Hybrid também conseguiu ficar abaixo de 100 g/km na emissão de CO2. Segundo o PBEV, ela emite 90 g/km, ou cerca de 40% a menos do que a versão a combustão.
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Justificativa das notas
Potência: 194 cv de potência combinada.
Desempenho: aceleração de 0 a 100 km/h em 8,0 segundos.
Consumo: 15,4 km/l na cidade e 13,5 na estrada só com gasolina.
Espaço: 5,096 m de comprimento e entre-eixos de 3,077 m.
Conforto: ar automático, teto solar, banco elétrico, câmbio automático e volante multifuncional.
Praticidade: caçamba de 943 L e estepe temporário.
Conectividade: app Ford Connect com comandos remotos e Apple CarPlay/Android Auto sem fio.
Tecnologia: câmera 360°, painel digital, câmera de ré, faróis full LED, comando de voz e chave presencial.
Segurança: ACC com Stop & Go e centralização ativa de faixa.
Carroceria: picape monobloco de projeto atual.
| Avaliação Técnica | Nota | Pontos |
|---|---|---|
| Potência | B | 160 |
| Desempenho | C | 120 |
| Consumo | B | 160 |
| Espaço | A | 200 |
| Conforto | A | 200 |
| Praticidade | A | 200 |
| Conectividade | A | 200 |
| Tecnologia | B | 160 |
| Segurança | A | 200 |
| Carroceria | B | 160 |
| Resultado | Máx. | Pontos |
| Pontos Técnicos | 2.000 | 1.760 |
| Bônus de Eletrificação | 500 | 0 |
| Pontos de Valor | 2.500 | 834 |
| Índice Guia do Carro | 5.000 | 2.594 |

A Maverick Hybrid teve cinco notas A na Avaliação Técnica do Guia do Carro: espaço, conforto, praticidade, conectividade e segurança estão no mais alto nível técnico exigido pela metologia IGC. Apesar da nota B em potência, a picape ficou muito melhor. O motor elétrico tem 140 kW (190 cv) e o gerador, 93 kW (126 cv). O motor 2.5 a gasolina entrega 162 cv. A potência máxima combinada do sistema é de 194 cv.
Cálculo do custo-benefício
Como o preço da Maverick Hybrid supera o ticket médio de R$ 200 mil estabelecido pelo IGC para carros de até 250 cv, o Fator de Custo fica abaixo de 1,000.
Preço considerado: R$ 239.900
Ticket médio da faixa: R$ 200.000
Fator de Custo: 0,834 (negativo)
Cálculo: (R$ 200.000 ÷ R$ 239.900) × 1.000
Pontos: 834
Bônus Top 10: não (69º lugar no ranking 2025)
Pontos de Valor: 834
Veredicto: bom custo-benefício
A versão Hybrid foi uma boa iniciativa da montadora americana para diversificar o Ford Maverick no Brasil. As qualidades do veículo foram mais uma vez comprovadas, mas a eletrificação da Ford saiu cara. O sistema HEV da Maverick foi melhorado, mas não tem alcance elétrico homologado pelo PBEV, portanto o bônus é zero. Com fator de custo negativo (0,834), o Ford Maverick Hybrid fez apenas 834 pontos de valor (contra 2.500 possíveis). Com 2.594 pontos, a Maverick Hybrid fica na faixa de bom custo-benefício do IGC.

Como funciona o IGC
O Índice Guia do Carro (IGC) foi criado para comparar automóveis diferentes por critérios objetivos, combinando desempenho técnico, eficiência, eletrificação e relação entre preço e conteúdo.
A filosofia do método é simples: o IGC não premia marcas, tecnologias ou categorias por si só — premia o resultado que o carro entrega. Por isso, um híbrido não recebe pontos extras apenas por ser híbrido, assim como um elétrico não ganha automaticamente a pontuação máxima. Na eletrificação, vale o alcance 100% elétrico homologado. No valor, importa quanto o carro entrega em relação ao preço e à sua faixa de potência.
O IGC é formado por três componentes:
- Pontos Técnicos — até 2.000 pontos: 10 critérios avaliados de A a E.
- Bônus de Eletrificação — até 500 pontos: 1 ponto para cada 1 km de alcance 100% elétrico homologado pelo PBEV/Inmetro.
- Pontos de Valor — até 2.500 pontos: relação entre o preço considerado do carro e o ticket médio da sua faixa de potência.
Nos critérios técnicos, as notas equivalem a:
A = 200 | B = 160 | C = 120 | D = 80 | E = 40
A pontuação máxima do IGC é de 5.000 pontos.
O método busca ser objetivo, comparável e reproduzível, usando dados técnicos verificáveis e regras iguais para todos os carros. A intenção não é dizer qual carro é “o melhor” em termos absolutos, mas mostrar quanto ele entrega tecnicamente, quanto eletrifica de fato e quanto valor oferece pelo preço cobrado. Esta é a versão consolidada do IGC, após vários meses de testes.
| Pontuação IGC | Classificação de custo-benefício |
|---|---|
| 4.000 a 5.000 | Excepcional |
| 3.500 a 3.999 | Ótimo |
| 3.000 a 3.499 | Muito bom |
| 2.500 a 2.999 | Bom |
| 2.000 a 2.499 | Regular |
| 0 a 1.999 | Baixo |
















