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Direção autônoma emperra: Nível 3 custa bilhões e ainda divide montadoras

Após 20 anos de pesquisas, a direção autônoma Nível 3 ainda enfrenta altos custos – até US$ 1,5 bilhão – além de desafios técnicos e jurídicos. Montadoras divergem sobre a viabilidade e a demanda real da tecnologia.

Fernando Calmon

Fernando Calmon

26 de fevereiro de 2026 · 2 min de leitura

Direção autônoma emperra: Nível 3 custa bilhões e ainda divide montadoras

Esforço começou há cerca de 20 anos. Vários fabricantes têm-se dedicado a aperfeiçoar novos recursos para aumentar a segurança ativa dos veículos. Hoje a sigla ADAS (Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista, em tradução do inglês) desperta interesse crescente. Afinal, evitar acidentes está no cerne das preocupações da indústria, autoridades de trânsito e também seguradoras.

Após 20 anos de desenvolvimento, fabricantes enfrentam desafios técnicos, jurídicos e financeiros para viabilizar a automação condicional – investimento pode chegar a US$ 1,5 bilhão e retorno ainda é incerto

“Permitir que os motoristas se dediquem a outras atividades enquanto dirigem pode ser um próximo passo para ajudar os fabricantes a enfrentar os consideráveis investimentos em condução autônoma”, destacou a agência noticiosa britânica Reuters, em artigo no último dia 23. Os motoristas poderiam retirar os olhos da estrada para um bate-papo pelo celular e até usar um laptop desde que o carro os alerte para retomar o controle do veículo. Trata-se da automação condicional, Nível 3.

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A Ford pretende oferecer este recurso a partir de 2028. GM e Honda também se empenham. A Tesla já proporciona um sistema semiautônomo que batizou de forma totalmente inadequada de Full Self-Driving (Autocondução Total, em tradução livre) e já causou acidentes nos EUA. Mercedes-Benz chegou a disponibilizar Nível 3 nos EUA. Porém, interrompeu recentemente em razão da velocidade limitada e condições restritas. Mas não desistiu do programa, ao contrário da Stellantis que apontou altos custos, desafios tecnológicos de difícil superação e expectativas de real demanda do consumidor.

Outros executivos argumentam que alternar o controle entre o carro e o motorista humano é inviável ou inseguro, além de questões complexas de responsabilidade. “Não sabemos se o Nível 3 algum dia fará sentido financeiramente”, afirmou Paul Thomas, da Bosch América do Norte. Este nível de automação é intermediário em escala até 5.

O desenvolvimento pode chegar a US$ 1,5 bilhão (R$ 7,7 bilhões), quase o dobro do Nível 2. Nem dá ainda para imaginar quanto custaria alcançar o Nível 4 e o Nível 5 (neste caso nem volante e pedais os carros teriam).

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“O grande desafio tecnológico do Nível 3 é projetar um sistema capaz o suficiente para detectar a necessidade de intervenção humana, fornecer um aviso e continuar em ação até que o motorista assuma o controle”, disse Bryant Smith, especialista em regulamentação de condução autônoma.

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