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Como a CAOA fez os carros da Chery chegarem a 400 mil vendas no Brasil
Primeira marca de origem chinesa a atingir esse patamar no Brasil, empresa demonstra a eficácia da estratégia de longo prazo com linha Tiggo

Novo Tiggo 9: modelo de luxo da CAOA Chery (Guia do Carro/CAOA)
A CAOA Chery alcançou a marca histórica de 400 mil veículos emplacados no Brasil, tornando-se a primeira fabricante de origem chinesa a atingir esse volume no país. O resultado reflete a longa trajetória da montadora no mercado nacional e a aceitação gradual de seu portfólio pelos consumidores. Esse processo de consolidação foi construído por meio de investimentos em infraestrutura, modernização tecnológica e renovação constante do catálogo para atender às demandas de mobilidade.
A história da marca em solo brasileiro teve início em 2009, inicialmente com a importação de uma gama de veículos bastante diversificada. Naquele primeiro momento, a Chery introduziu ao público os compactos QQ, Face e S-18, além das linhas Cielo e Celer, disponíveis nas carrocerias hatch e sedã. A empresa também trouxe a primeira geração do utilitário esportivo Tiggo, marcando presença em diferentes segmentos e pavimentando o terreno para a futura produção local.
Tudo mudou quando virou CAOA Chery
O divisor de águas da operação ocorreu em novembro de 2017, com a aliança estratégica entre a asiática Chery e o grupo brasileiro CAOA. A parceria viabilizou o início de uma nova fase produtiva em 2018, estreando com o SUV Tiggo 2 e o sedã Arrizo 5. Com a utilização do complexo industrial de Anápolis (GO), a montadora acelerou a produção nacional e lançou modelos de peso, como os SUVs Tiggo 5X, Tiggo 7 e Tiggo 8, além do sedã médio Arrizo 6.
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Acompanhando as tendências globais, a fabricante também estruturou uma estratégia voltada para a transição energética do seu portfólio. A partir de 2022, a empresa passou a oferecer versões com tecnologias híbridas de 48V (Tiggo 5x e Tiggo 7) e híbridas plug-in (Tiggo 8), além do compacto 100% elétrico iCar. Recentemente, a linha ganhou um novo patamar com o lançamento do Tiggo 9, um SUV topo de linha oferecido tanto a combustão quanto na configuração híbrida plug-in.

O reflexo prático de todas essas fases pode ser observado no desempenho comercial recente da montadora, que registrou mais de 66 mil emplacamentos apenas entre janeiro e setembro deste ano. Para sustentar esse ritmo, a fábrica de Anápolis segue recebendo aportes, inseridos em um plano de longo prazo de R$ 8 bilhões. Com essas bases, a operação brasileira se mantém como a maior da marca fora da China, focada em produção tecnológica e desenvolvimento industrial.





















