Cadillac estreia no Brasil com 3 SUVs elétricos e 3 concessionárias
Novo presidente da GM América do Sul, Thomas Owsianski, anunciou pessoalmente a importação dos carros de luxo da Cadillac
Durante muito tempo brasileiros acostumaram a enxergar a GM e a Chevrolet como uma coisa só. Não é. Nunca foram, na verdade. Agora essa confusão tem um motivo forte para acabar: a Cadillac foi anunciada oficialmente na noite de hoje como a segunda marca da GM no Brasil.
Thomas Owsianski, executivo alemão que acaba de assumir a Presidência da General Motors América do Sul, fez o anúncio solene num jantar à francesa e com lugares devidamente marcados para um grupo de jornalistas, na Usina Fasano, em São Paulo. “A partir de agora a General Motors passa a atuar oficialmente no mercado de luxo com a marca Cadillac”, anunciou Owsianski.
Disse mais: o Brasil será apenas o primeiro dos mercados que a GM pretende atacar com sua marca de luxo, numa ação totalmente diferente daquela que envolve carros de massa da marca Chevrolet. Inicialmente serão três modelos, todos SUVs elétricos:
Optiq – produzido no México, 300 a 520 cv (dependendo da versão), dois motores elétricos, bateria de 85 kWh, tração AWD.
Lyriq – tem versões com tração traseira (um motor, 365 cv), AWD (dois motores, 515 cv) e esportiva V (dois motores, 615 cv).
Vistiq – mais de 750 cv de potência, bateria dupla de 205 kWh, 7 lugares, carregamento ultrarrápido de 800 volts.

“Estamos ampliando a atuação da General Motors no Brasil com uma linha de carros totalmente elétricos, com alta tecnologia, justamente na véspera da estreia da Cadillac na Fórmula 1”, acrescentou Thomas Owsianski.
Rodrigo Fioco, que atuava no marketing de produto da Chevrolet, foi nomeado como Diretor Executivo da Cadillac. “Estamos convencidos que existe espaço para algo novo, que há consumidores que reconhecem quando o luxo vai além da aparência”, disse Fioco. “A Cadillac tem obsessão pelo detalhe e tecnologia intuitiva, para colocar quem está a bordo no centro de tudo.”
A Cadillac tem 123 anos de história. Carros icônicos, como o Eldorado Biarritz 1959 e os modelos preferidos por artistas como Elvis Presley e Marilyn Monroe. A Cadillac tem expressão cultural. “É o símbolo máximo de sucesso na indústria automotiva”, disse Fioco.
Ao contrário da Chevrolet, que cerca de 600 concessionárias em todo o Brasil, a Cadillac começará com apenas três revendas (exclusivas): uma em São Paulo, outra em Curitiba e mais uma em Brasília. “Fizemos clínicas com clientes para identificar onde estão as melhores oportunidades para a Cadillac”, revelou Fabio Rua, vice-presidente da GM, que fez a abertura do jantar-solenidade, na ponta de uma mesa gigante e decorada com flores vermelhas.

Por enquanto, a Cadillac não quer ser maior do que pode ser. Quer mostrar que existe, que é um braço importante da GM, tão importante como a Chevrolet. Portanto, a partir de agora, com a Cadillac e a Chevrolet atuando sob o “chapéu” da General Motors, não será apenas errado chamar o Onix de “GM Onix”; será ridículo. Seria como chamar o Argo de “Stellantis Argo”.
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