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Combustão

Jeep Commander Blackhawk: quando a chuva vira um teste de confiança

Nada como um carro alto, seguro e com tração 4x4 sob demanda para quem precisa enfrentar os perigos de uma estrada molhada em viagem longa

Jeep Commander Blackhawk: quando a chuva vira um teste de confiança

Foram 1.300 km até Londrina, no Paraná. E, como se a distância desde o Guarujá, na Baixada Santista, já não fosse suficiente para colocar um carro à prova, a viagem foi acompanhada por muita chuva. Na ida, chuva forte. Na volta, ainda mais chuva. E foi justamente nessas condições que o Jeep Commander Blackhawk 2027 mostrou uma de suas características que mais me conquistaram: a sensação de segurança e confiança ao volante.

Em alguns momentos, com a estrada completamente molhada e a chuva pesada reduzia a visibilidade, estar dentro do Commander 4×4 transmitia uma tranquilidade diferente. É um carro que faz você pensar: “Estou bem protegida aqui”. É o que você espera de um carro que custa R$ 329.990.

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Conforto que aparece na viagem

Em uma viagem longa, não basta o carro ser potente. Ele precisa ser confortável. E o Commander Blackhawk entrega isso muito bem. A posição de dirigir é excelente, com ajustes elétricos do banco e da direção que permitem encontrar uma posição realmente confortável para passar muitas horas ao volante. Para quem dirige por longas distâncias, esses detalhes fazem toda a diferença.

Os passageiros também viajam com bastante conforto. Com cinco ocupantes, o espaço interno é generoso e o porta-malas oferece excelentes 661 litros de capacidade. É uma configuração que funciona muito bem para uma viagem com malas e bagagens.

Já quando os dois bancos extras são utilizados, transformando o Commander em um carro para sete pessoas, a história muda bastante. O espaço para os passageiros da terceira fileira é bem limitado e o porta-malas passa a ter apenas 233 litros. É uma solução interessante para levar mais pessoas, mas exige planejamento com as bagagens.

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Na chuva, a confiança aumenta

Foi na estrada molhada que mais percebi a estabilidade do Commander. Nas curvas, o carro transmite segurança e permanece muito bem assentado. A tração integral sob demanda e o conjunto mecânico, com suspensão independente nas quatro rodas, ajudam a entregar uma condução firme, principalmente quando a pista está molhada.

As rodas de liga leve de 19 polegadas também dão ao Commander uma presença marcante e combinam com a proposta da versão Blackhawk. Na chuva, todo o conjunto parece conversar com a estrada, transmitindo uma sensação de controle que, para mim, faz muita diferença. Os pneus são 235/50.

Jeep Commander Blackhawk 2027 (Cris Prado/Guia do Carro)

E existe também aquela sensação de estar dirigindo um SUV grande, robusto e muito bem construído na fábrica da Stellantis em Goiana, Pernambuco, onde também são produzidos o Renegade e o Compass. Em uma viagem debaixo de chuva intensa, isso acaba trazendo uma dose extra de tranquilidade.

Tecnologia que trabalha por você

Outro ponto que merece destaque neste SUV da Jeep é o pacote ADAS avançado. O Commander Blackhawk tem painel HD de 10,25″ e conta com frenagem autônoma de emergência, detector de ciclistas e piloto automático adaptativo, sistemas que ajudam a tornar a condução mais segura e confortável, principalmente em viagens longas.

A central multimídia de 10,1 polegadas integrada ao painel também cumpre muito bem seu papel. É intuitiva e está sempre ali para facilitar a viagem, seja para navegação, entretenimento ou integração com o celular. A conexão da Jeep é uma das melhores do mercado brasileiro e traz o sistema Adventure Intelligence Plus, que tem até conexão com Alexa (mas não usei).

Motor Hurricane: força de sobra

O Commander Blackhawk é a versão topo de linha e traz sob o capô o motor 2.0 turbo Hurricane 4 Flex. São 272 cv a 5.200 rpm e 400 Nm de torque a 3.000 rpm, associados ao câmbio automático de nove marchas e à tração nas quatro rodas (Tração 4×4 Jeep Active Drive Low). Na prática, é um conjunto que entrega desempenho tanto na estrada quanto na cidade.

Na estrada, as retomadas são fortes e o carro mostra que tem força de sobra para uma viagem longa. Na cidade, apesar do tamanho, o desempenho também agrada e o motor responde de maneira rápida quando solicitado. Quanto ao consumo, a média na cidade foi de apenas 8,3 km/l de gasolina e 11 km/l de gasolina na estrada. Ficou praticamente igual aos números do PBEV do Inmetro (8,2 e 10,6, respectivamente).

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Claro que esta versão do Commander não é para quem busca baixo consumo. Por isso, nem me atrevi a colocar etanol, pois ele faria 5,7 km/l na cidade e 7,4 km/l na estrada (se ficasse igual ao PBEV). O Commander Blackhawk é para quem quer desempenho e não economia.

Um Commander para quem gosta de presença

O Blackhawk tem ainda um detalhe que chama bastante atenção: o visual todo escurecido. Para quem, como eu, gosta de carro preto, é um daqueles detalhes que fazem diferença. O acabamento escuro deixa o Commander ainda mais imponente, sofisticado e com uma personalidade própria.

Jeep Commander Blackhawk 2027 (Cris Prado/Guia do Carro)

Depois de percorrer 1.300 km, enfrentar chuva forte na ida e ainda mais chuva na volta, minha impressão ficou muito clara: o Commander não tem tanta tecnologia quanto os carros chineses, mas é um SUV de verdade. E mesmo para mim, que sou fã do Jeep Compass, hoje parece ser o carro mais acertado da Jeep. Nem parece que tem quase 4,8 metros de comprimento.

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