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Governo autoriza testes da gasolina com 35% de etanol; veja o que muda no seu carro
Nova mudança no combustível ainda depende de testes técnicos para entrar em vigor. Veja como seu carro pode ser afetado por ela

Gasolina com 35% de etanol (Reprodução Cenário Energia)
O Governo Federal aprovou na última semana o início dos ensaios técnicos para avaliar a viabilidade da gasolina E35 — mistura que reúne 65% de gasolina e 35% de etanol anidro. Publicada no Diário Oficial da União, a medida será coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em conjunto com órgãos reguladores, montadoras e entidades de pesquisa.
O anúncio chega em um período polêmico sobre a gestão de combustíveis no país. Há pouco mais de um ano, a mistura obrigatória de etanol na gasolina já havia sido elevada de 27,5% para 30%. Em agosto deste ano, passou de 30% para 32%, mesmo após o Ministério Público Federal (MPF) ingressar com uma ação judicial para suspender a decisão por falta de estudos técnicos.
Dentre os motivos para o aumento do percentual do etanol na gasolina, estão a redução da dependência de gasolina importada, sujeita à variações maiores em meio aos conflitos internacionais no Oriente Médio. Ainda assim, a mudança não teria uma redução imediata nos preços aplicados ao consumidor, e não tem data para chegar aos postos.
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Aumento do etanol na gasolina ainda depende de testes
A medida apoia-se nas diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024, que autoriza a elevação do teto de etanol anidro na mistura até os 35%. No entanto, o início das fases de teste não significa que o novo combustível vá chegar imediatamente às bombas dos postos.
Isso porque a aprovação ainda depende dos resultados da E35 quanto à durabilidade e corrosão, consumo, autonomia, emissões e compatibilidade da frota. A implementação da gasolina E32 já havia levantado questionamentos por parte de especialistas, da indústria automotiva e de entidades de carros antigos e importados. O principal ponto de discussão foi a necessidade de avaliações de longo prazo. Em veículos flex, hoje maioria da frota nacional, a mudança deve impactar diretamente negativamente no consumo de combustível, uma vez que o etanol possui menor poder calorífico do que a gasolina.

(Lucas Parisi/Stuttgart Porsche)
Riscos para carros antigos e importados somente a gasolina
A ação do MPF em julho deste ano destacou que a medida desconsidera a variedade tecnológica da frota brasileira e transfere para o cidadão o risco de eventuais problemas mecânicos e de desgaste antecipado de componentes de carros antigos e somente a gasolina, que não foram projetados para rodar com um teor maior de etanol no combustível. O fato também foi considerado por montadoras e entidades ligadas ao setor automotivo.
Vale ressaltar que os combustíveis premium, como as gasolinas Podium (Petrobras), V-Power Racing (Shell) e Ipimax Pro (Ipiranga), permanecem com o percentual de 25% de etanol na composição. Eles são indicados para veículos de alta performance, modelos somente a gasolina e carros antigos, que não são preparados para rodar com etanol. Para veículos flex, nada muda além do consumo, que aumenta por conta do etanol.




















