Fiat Elba, que já derrubou um presidente, completa 40 anos
A Fiat comemora os 40 anos de um de seus modelos mais emblemáticos produzidos no Brasil: o Elba. Lançada em 1986, a perua com o nome de uma ilha da Toscana, na Itália, marcou um movimento estratégico da marca no país ao oferecer ao mercado um modelo que atendia o público que buscava mais espaço.
Derivada do Uno, o Elba surgiu como a versão perua do modelo. Foi lançada no mercado com as versões S e CS, que contava com três portas e possuía porta-malas com capacidade para 610 litros.
A perua era equipada com o motor 1.3 na versão S e 1.5 na CS. Além disso, a versão CS da Elba foi pioneira na utilização de rodas de alumínio em versões que não eram esportivas. Três anos após o lançamento, em 1989, a perua ganhou uma nova versão mais luxuosa: a CSL, que contava com acabamentos mais refinados, bancos em veludo, além de um painel mais moderno.
Já em 1990, a Elba novamente passou por mudanças e começou a oferecer uma opção com cinco portas e motor 1.6, vidro elétrico nas portas dianteiras e ar-condicionado. No ano seguinte teve o frontal totalmente redesenhado. Em 1992, ganhou injeção no motor 1.5 nacional.
O modelo também foi exportado para alguns países da América Latina e saiu de linha em 1997.
Derrubou um presidente
Um Fiat Elba Weekend 1991, de cor cinza-azulada, tornou-se o símbolo do processo de impeachment do então presidente da República, Fernando Collor de Mello, em 1992. O carro foi comprado para a Casa da Dinda, supostamente com dinheiro do esquema de PC Farias, tesoureiro da campanha que elegeu Collor, em 1989. A revelação do carro, registrado em nome de um funcionário fantasma, foi decisiva para o impeachment do presidente.
